Em 2015, milhares de servidores em greve enfrentaram a tentativa de confisco de R$ 8 bilhões da previdência, promovida pelo governo de Beto Richa (PSDB). A mobilização foi brutalmente reprimida pela polícia, deixando centenas de feridos, enquanto deputados eram escoltados em camburões para votar, de forma vergonhosa, o projeto contra os trabalhadores. Apesar da derrota […]
Em 2015, milhares de servidores em greve enfrentaram a tentativa de confisco de R$ 8 bilhões da previdência, promovida pelo governo de Beto Richa (PSDB). A mobilização foi brutalmente reprimida pela polícia, deixando centenas de feridos, enquanto deputados eram escoltados em camburões para votar, de forma vergonhosa, o projeto contra os trabalhadores.
Apesar da derrota naquela votação, a força demonstrada nas ruas criou as condições para novas mobilizações da categoria ao longo daquele ano. Outras greves seguiram em defesa da reposição salarial e conquistaram importantes vitórias.
O relato a seguir é de Diego Valdez, então dirigente sindical, que participou ativamente daquele momento histórico. São memórias emocionantes sobre a importância da camaradagem, da luta coletiva e da organização para enfrentar governos que atacam os trabalhadores.
“A semana do 29 de abril de 2015 foi muito tensa. Estávamos em greve, mais uma vez naquele ano, desde o dia 27 quando retomamos a mobilização contra a destruição da previdência dos servidores no Paraná, em fevereiro havíamos derrubado (momentaneamente) esse ataque.
Fotos: reprodução / Unidade Sindical
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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