Em 1984, Foz do Iguaçu tinha uma população, uma economia e uma conformação urbana diferentes das atuais. Mas alguns dos problemas apontados naquela edição do Diário da Cidade ajudam a recuperar parte da história da cidade e das reivindicações que estavam em debate, pautas, aliás, que atravessam o tempo e permanecem “vivas”. Foz do Iguaçu, […]
Em 1984, Foz do Iguaçu tinha uma população, uma economia e uma conformação urbana diferentes das atuais. Mas alguns dos problemas apontados naquela edição do Diário da Cidade ajudam a recuperar parte da história da cidade e das reivindicações que estavam em debate, pautas, aliás, que atravessam o tempo e permanecem “vivas”.
Foz do Iguaçu, área central, na primeira metade da década de 1980. Ao marcar o fim do regime dos interventores, jornal estampou, na capa de 1984, demandas que não podiam mais esperar, como saúde, transporte e segurança. – foto: Jornal Diário da Cidade/reprodução
Em sua terceira edição, há 42 anos, o jornal ilustrava a capa com o título “Foz do Iguaçu exige”, acompanhado de uma lista por melhorias em várias áreas. A cobrança tinha razão de ser: a cidade virava a página do regime dos interventores, em que os moradores não podiam eleger pelo voto direto seus prefeitos. O conteúdo está disponível no Museu da Imprensa.
Assumia a administração, em um processo de transição para a democracia, o empresário Wádis Benvenutti, nomeado pelo governo estadual. Saía a farda, abria-se a porta para o início da era da governança de civis no Palácio das Cataratas.
A capa do jornal é histórica pela importância do momento e das cobranças, e pelo recurso usado pelos editores do Diário da Cidade para amplificar a mensagem. Título forte, pautas expostas, foto da região central e charge de apoio. A seleção dos temas foi assertiva, reveladora das áreas consideradas prioritárias naquele momento.
As reivindicações estavam relacionadas à segurança, empregos, transporte, limpeza, iluminação, turismo, saúde, educação, trânsito, cultura e lazer. Entre os destaques estavam os “25 mil desempregados”, a precariedade do transporte coletivo e a falta de iluminação em uma cidade apresentada como “Capital da Energia”.
No turismo, a publicação registrava a mudança de posição da cidade no cenário nacional, caindo, cenário que difere do atual. A lista de demandas se completava com saúde, educação, trânsito, cultura e lazer.
Importante notar como as pautas ligadas a questões sociais, ou seja, diretamente vinculadas aos direitos da população, e as de estrutura, de algum modo, continuam a desafiar Foz do Iguaçu. Entra gestor, sai gestor, o pedido por melhoria na qualidade de vida do iguaçuense permanece. E a memória coletiva, neste caso, pela imprensa, persiste para indagar o presente e ajudar a construir um futuro melhor. .
As reivindicações na capa do Diário da Cidade, 42 anos atrás, eram:
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Acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. Reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.
A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio. O projeto é uma iniciativa da Associação Guatá, com apoio da Itaipu Binacional.
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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