Poema publicado na revista Escrita 9. a solidão sempre aparece com beijos & bombons a solidão faz visitas regulares a seus amigos íntimos a solidão brinca no mar com seus dedos de açúcar a solidão vive sorrindo pra desconhecidos a solidão ainda se emociona com filmes antigos na televisão a solidão imagina gueixas cujos olhos […]
a solidão sempre aparece com beijos & bombons
a solidão faz visitas regulares a seus amigos íntimos
a solidão brinca no mar com seus dedos de açúcar
a solidão vive sorrindo pra desconhecidos
a solidão ainda se emociona com filmes antigos na televisão
a solidão imagina gueixas cujos olhos são borboletas de vidro
a solidão bebe em meu corpo seu próprio desespero
a solidão adora esconde-esconde e amarelinha
a solidão coleciona diários e discos do Coltrane
a solidão usa pijamas de bolinhas e óculos quebrados
a solidão depois do sexo ainda se sente sozinha
a solidão e eu somos apenas bons amigos
a solidão corta meus pulsos com uma gilete de sal
depois sai chapada pelas ruas
com um folha de alface de lapela.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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