Em 1978, agentes da ditadura sequestraram proprietários e hóspedes de um camping localizado no entorno das Cataratas do Iguaçu. . . Guilherme Wojciechowski – H2FOZ . A terça-feira (20) foi de muita emoção para as famílias Hoppe e Corral, em Puerto Iguazú, com a instalação de uma placa, no portal de acesso ao Parque Nacional […]
Familiares presentes no ato fizeram alusão aos crimes cometidos pelo Estado argentino durante a ditadura. Imagem: Gentileza/Parque Nacional Iguazú
. A placa com os dizeres “aqui foram cometidos crimes de lesa-humanidade durante o terrorismo de Estado” recorda fato ocorrido em 21 de fevereiro de 1978, quando 20 militares trajados como civis invadiram o Camping e Hospedaria Hoppe, no interior da unidade, para sequestrar os proprietários e os hóspedes alojados no empreendimento. . Todos os cerca de dez adultos (os filhos de Juan Hoppe, menores de idade, permaneceram na hospedaria) foram levados a um centro de detenção clandestina nos arredores da capital da província de Misiones, Posadas, onde foram torturados e mantidos incomunicáveis durante duas semanas. . Uma das pessoas sequestradas pelos repressores, Manuel Javier Corral, permanece até hoje na lista de desaparecidos da ditadura argentina. Mariana Corral, filha de Manuel, foi uma das participantes do ato dessa terça, ao lado de Guillermina Hoppe, filha de Juan Hoppe, e de outros familiares das pessoas sequestradas no episódio, jamais esclarecido. .
Ato teve a presença de autoridades e de familiares de Juan Hoppe e Manuel Javier Corral. Imagem: Gentileza/Parque Nacional Iguazú
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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