Estudante do Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Estudos Latinos Americanos da Unila desenvolve dissertação de mestrado sobre aspectos da música do Paraguai em tempos ditatoriais naquele país. Quinta-feira (28), no Campus Jardim Universitário da Unila a discente Elisa Mercedes Lezcano Verón fará a defesa da dissertação “Piano Paraguayo: Testimonio de músicos en exilio” (Piano […]
Quinta-feira (28), no Campus Jardim Universitário da Unila a discente Elisa Mercedes Lezcano Verón fará a defesa da dissertação “Piano Paraguayo: Testimonio de músicos en exilio” (Piano paraguaio: testemunho de músicos no exílio). Um trabalho orientado pela professora doutora Analia Chernavsky ( PPG IELA) . A atividade acadêmica se desenvolverá na Sala 204-2 do campus Jardim Universitário, em Foz do Iguaçu. Aberto à comunidade em geral.
A dissertação tem por objeto o estudo dos efeitos da perseguição política no trabalho dos artistas representados no álbum musical Piano Paraguayo, de Óscar Cardozo Ocampo. O referido álbum é formado por quinze releituras de obras de artistas paraguaios, interpretadas em piano solo.
Para essa análise, foram selecionados quatro trabalhos: Três melodias de José Asunción Flores, Homenagem a Teodoro Mongelós, Pueblo Ybycuí e Renacer. Procuramos identificar através do estudo sócio-histórico, da análise musical, e análise do discurso poético, marcas produzidas pelo exílio e desenraizamento, sofridos durante as ditaduras de Higinio Morínigo (1940-1948) e Alfredo Stroessner (1954- 1989), no processo artístico criativo de José Asunción Flores, Teodoro Mongelós, Mauricio Cardozo Ocampo e Óscar Cardozo.
Da mesma forma, procura-se também analisar a repercussão que esse fato teve na difusão da música paraguaia nos países em que os artistas exilados se instalaram.
A banca examinadora é composta pela orientadora, professora doutora Analía Chernavsky (UNILA), juntamente com o professor Doutor Alexandre Felipe Fiuza (UNIOESTE) e a profa. Dra. María Beatriz Cyrino Moreira (UNILA)
__________________________Assessoria
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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