Do H2Foz / Guilherme Wojciechowski – Monitoramento feito pela primeira vez em 2003 mapeia a quantidade de onças no corredor verde formado pelos parques da fronteira. Pesquisadores do Brasil e da Argentina lançaram a edição 2026 do Censo Binacional de Onças-Pintadas. O trabalho tem a coordenação direta do Projeto Onças do Iguaçu, no Brasil, e do projeto […]
Do H2Foz / Guilherme Wojciechowski – Monitoramento feito pela primeira vez em 2003 mapeia a quantidade de onças no corredor verde formado pelos parques da fronteira.
Pesquisadores do Brasil e da Argentina lançaram a edição 2026 do Censo Binacional de Onças-Pintadas. O trabalho tem a coordenação direta do Projeto Onças do Iguaçu, no Brasil, e do projeto Yaguareté, na Argentina. .
Armadilhas fotográficas registram a passagem das onças pelos pontos de monitoramento. – Foto: Divulgação/Onças do Iguaçu
. O censo teve sua primeira edição em 2003, com levantamento mais recente em 2024. Os últimos dados indicam que há entre 64 e 110 onças-pintadas na região, com entre 16 e 33 no lado brasileiro e o restante no lado argentino.
De acordo com o Projeto Onças do Iguaçu, de 2005 a 2018, houve crescimento no número de felinos detectados no território. Nos censos de 2020 e 2022, contudo, os dados apontaram tendência de estabilidade.
O 14.º censo de grande escala da população de onças-pintadas no Corredor Verde terá ações até fevereiro de 2027. Durante três meses consecutivos, por sua vez, haverá amostragem simultânea nos dois países, cobrindo áreas-chave de ocorrência da espécie.
Para a detecção dos felinos, os pesquisadores contarão com 90 armadilhas fotográficas no Brasil e 170 na Argentina. Os dispositivos estão posicionados em locais de passagem de animais, com sensores que disparam fotos quando da aproximação dos animais.
A partir dos dados obtidos, o trabalho aprofundará o entendimento sobre o status populacional da onça-pintada, incluindo estimativas de densidade e dinâmica da população, bem como possíveis variações temporais.
O censo tem como lema “onde tem onça, tem vida”, pois a espécie precisa de um ambiente com bons indicadores, como disponibilidade de presas e habitats conservados.
O Onças do Iguaçu é um projeto institucional do ICMBio, desenvolvido em parceria entre o Parque Nacional do Iguaçu e o Instituto Pró-Carnívoros, com parceiros executores Cenap/ICMBio e WWF Brasil.
Já o projeto Yaguareté tem como executora a Associação Civil Centro de Investigaciones del Bosque Atlántico (CeIBA), liderada por pesquisadores do comitê científico da Argentina.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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