A obra, resultado de uma pesquisa desenvolvida no mestrado do Programa de Pós-Graduação em História da Unila – PPGHIS, aborda como a construção do canal de desvio – obra que mudou o curso natural do Rio Paraná – foi representada nas páginas do jornal O Globo. De acordo com Silvio Roberto Durante Sobrinho, autor do livro, […]
A obra, resultado de uma pesquisa desenvolvida no mestrado do Programa de Pós-Graduação em História da Unila – PPGHIS, aborda como a construção do canal de desvio – obra que mudou o curso natural do Rio Paraná – foi representada nas páginas do jornal O Globo.
De acordo com Silvio Roberto Durante Sobrinho, autor do livro, o canal de desvio do Rio Paraná foi utilizado como um discurso heroico e ufanista tanto pelo governo quanto pelas grandes empreiteiras envolvidas no consórcio de construção de Itaipu, no contexto do regime militar instalado no Brasil.
A imprensa escrita, no caso o jornal O Globo, é utilizada como fonte e também como objeto de pesquisa histórica. O livro foi publicado pela editora Diálogo Freiriano.
No dia 27 de março, livro foi lançado na Unila – Imagem: reprodução
Entre as ferramentas adotadas para a análise e interpretação histórica das reportagens que retrataram a construção da usina de Itaipu, destacam-se as obras Jornalismo para a Paz, de Johan Galtung; a História dos Conceitos, de Reinhart Koselleck; e a História Cultural, a partir dos autores Roger Chartier e Peter Burke.
O trabalho foi orientado pelo do historiador e professor doutor Paulo Renato da Silva.
O Canal de Desvio, conforme Sobrinho, é uma etapa pouco conhecida do empreendimento. Alguns detalhes do cotidiano da obra são trazidos à tona na pesquisa, a exemplo dos desafios enfrentados com o atraso de maquinários, das disputas políticas entre Brasil e Argentina, das movimentações diplomáticas junto ao Paraguai e do dia a dia no canteiro do maior canal de desvio do mundo, entre outras situações até então inéditas.
Obra retrata canal de desvio.
O livro ainda mostra como o jornal O Globo apresentou ao país tanto a obra quanto seus proponentes e, em menor escala, os trabalhadores barrageiros.
Aliás, “a estes ‘homens de aço’ dedicamos não apenas páginas do livro, mas toda esta obra em si”, afirma Sobrinho.
O autor ainda pontua: “Do esforço desses operários, espremidos entre a lama do Rio Paraná e as enormes máquinas de escavação, ergueu-se a imensa detentora dos maiores recordes energéticos do mundo, a usina de Itaipu, que, no idioma dos povos guaranis, significa ‘a pedra que canta’”.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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