A mostra, gratuita e online, estreia nesta sexta (24). Evidencia obras feitas por cineastas mulheres indígenas para além do estereótipo documental. Da IC Play / Por Icaro Mello A partir desta sexta, 24 de maio de 2024, a plataforma Itaú Cultural Play dispõe gratuitamente a mostra Sob o olhar delas: novas perspectivas do cinema indígena. […]
Ibirapema (2022), de Olinda Tupinambá Bahia | 50 min | classificação indicativa: 16 anos, segundo autodefinição
Viajando livremente entre o mundo mítico e a realidade cotidiana, Ibirapema, uma indígena Tupinambá, percorre diferentes espaços e tempos, da mata ao asfalto, passando ainda por museus onde peças dos povos originários estão expostas. Nessa travessia, a personagem encantada interage com a arte ocidental do homem branco, dialogando com sua cidade de concreto e suas florestas domesticadas.
Rami Rami Kirani (2023) (divulgação)
Rami Rami Kirani (2023), de Lira Mawapai Huni Kuin e Luciana Txirá Huni Kuin Acre | 43 min | classificação indicativa: 12 anos, segundo autodefinição
O Nixi pae é uma bebida sagrada utilizada pelo povo indígena Huni Kuin em seus rituais xamânicos. Durante certo tempo, seus poderes medicinais eram consagrados unicamente aos homens. Mas essa hegemonia foi derrubada desde que as mulheres Huni Kuin reivindicaram o direito de celebrá-lo. O filme registra, a partir da perspectiva feminina, os preparativos dessa cerimônia.
Sigyjat – pescaria do timbó (2023) (divulgação)
Sigyjat – pescaria do timbó (2023), de Aruti Kaiabi, Ewa Kaiabi, Juirua Kaiabi, Mairiwata Kaiabi, Reai’i Kaiabi, Reiria Kaiabi, Rywa Kaiabi, Ukaraiup Kaiabi, Urukari Kaiabi e Wyiry Kaiabi Mato Grosso | 52 min | classificação indicativa: livre, segundo autodefinição
Durante o dia, adultos e crianças do povo indígena Kaiabi recolhem galhos e troncos na floresta. À noite, eles saem para preparar um conjunto de armadilhas que, feitas das madeiras, são usadas na pescaria do timbó. Numa narrativa conduzida por um grupo de realizadoras Kaiabi, o filme registra esse ritual coletivo alegre e cheio de cuidados.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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