Desenhos gravados na rocha são do período Neolítico e têm até oito mil anos de idade. . . Por Guilherme Wojciechowski – H2FOZ . Já ouviu falar dos Petróglifos de La Invernada, localizados em San Ignacio, província argentina de Misiones, a 250 quilômetros de Foz do Iguaçu? Se a resposta for negativa, não se preocupe: o […]
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Já ouviu falar dos Petróglifos de La Invernada, localizados em San Ignacio, província argentina de Misiones, a 250 quilômetros de Foz do Iguaçu? Se a resposta for negativa, não se preocupe: o local ainda é pouco conhecido pelos próprios moradores locais. Em breve, porém, essa realidade pode mudar.
No mês de junho, o parlamento de Misiones aprovou lei que declara os desenhos feitos na pedra no Neolítico (período que foi de seis mil a quatro mil anos antes de Cristo) como Patrimônio Histórico, Cultural e Arqueológico da província. A ideia, além de proteger o importante registro rupestre, é criar um parque arqueológico aberto ao público.
Atualmente, para chegar aos petróglifos, localizados na Colônia La Invernada, é preciso atravessar um trecho com água e pedir permissão aos proprietários das fazendas. Por esse motivo, somente pesquisadores e guias especializados costumam ir até o sítio arqueológico de quatro hectares, cuja descoberta foi oficializada no ano 2000. .
Petróglifos encontrados em San Ignacio. Imagem: Ministério da Cultura / Governo de Misiones
. No total, são 202 desenhos gravados nas rochas, dos quais 35% são circulares e 65% apresentam traços retos simples. A finalidade das gravuras ainda é incerta, bem como sua autoria. À época, a região era habitada por povos caçadores-coletores, substituídos, nos milênios seguintes, por culturas que produziam cerâmica e conheciam a agricultura.
Ruínas jesuíticas de San Ignacio Miní, patrimônio da Humanidade. Imagem: Unesco
. San Ignacio já é um dos destinos turísticos mais procurados da província de Misiones, por abrigar, entre outros atrativos, as ruínas da missão jesuítica de San Ignacio Miní. Agências de turismo de Foz do Iguaçu costumam oferecer excursões até a cidade, com saída de madrugada e retorno no mesmo dia. .
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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