Poesia de improviso, produzida no interior da Bahia. . . Quando as suas palavras viram pó, viram poeira… Das perguntas corriqueiras eu passei a perguntar! Perguntei! Por que, que nessa vida, não se pode perguntar? Me responderam assim: que a pergunta, me causará inimizade. Daí danei a perguntar… Por que, que a pergunta me trará […]
. Quando as suas palavras viram pó, viram poeira…
Das perguntas corriqueiras eu passei a perguntar!
. Mas, se não pode a pergunta, vou trocar para questionar… Me falaram, se eu trocasse, a palavra para questionar, aí que vou me complicar! E, se eu ocultasse a pergunta e só levantasse o braço! E fingisse indiferença a pergunta a perguntar?
. Viche, que pessoa complicada, que não dá pra conversar… O povo é muito sabido logo irá adivinhar… Se continuar desse jeito cheinho dos porquês, Vai criar inimizade como acabei de te dizer. Mas, se ao invés de eu perguntar… falasse de criticidade? Aí fio, cê vira o bicho o demônio em pessoa, Porque pensar para muitos é coisa do encardido ou coisa de gente a toa.
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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