Guta Stresser e Adriano Esturilho defendem políticas públicas de cultura descentralizadas e como direito. . . O Festival de Teatro de Curitiba voltou totalmente presencial ocupando ruas, teatros, bares e praças de Curitiba, reunindo milhares de pessoas da cidade e visitantes que comemoraram o retorno do teatro pós pandemia. Em entrevista ao Programa Quarta Sindical, […]
O Programa Quarta Sindical “Teatro, para além dos Festivais – Por mais políticas públicas de cultura” na íntegra, você pode acessar no youtube do Brasil de Fato Paraná ou assistir no player abaixo.
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Guta Stresser conta que participou desde a primeira edição analisa que o Festival se ampliou e ficou mais diverso. “Eu trabalhei na primeira edição do Festival distribuindo convites para a festa de lançamento do Festival, depois como receptiva, como atriz, como mestre de cerimônia e como plateia. Ao longo dos anos enfrentaram muitos problemas e muitas vezes com a própria Prefeitura de Curitiba. Os criadores do Festival souberam se reinventar, acertaram muito em curadoria, em se relacionar com quem faz teatro em todo o Brasil e trazer diversidade de peças,” conta .
Para a atriz, o Festival é importante também para economia da cidade e do país. “Acredito que o Festival movimenta a indústria criativa do Brasil inteiro, promove empregos, fazem a economia girar como restaurantes, bares, hotéis. Acredito que o Festival já é um patrimônio do país. Claro que podemos sempre apontar onde tudo pode melhor, mas o Festival vai ajudando a formar plateia que ao longo do ano continua indo ou pelo menos é incentivado a ir,” diz. .
. E quando o Festival se encerra, o que fica e o que falta para que as cidades possam ir além dos grandes festivais e da política de eventos? Adriano Esturilho citou a experiência que ambos tiveram com a candidatura coletiva para deputado federal nas últimas eleições e com isso puderam debater a necessidade de se pensar políticas públicas para arte e cultura.
“Em nossos debates feitos durante a campanha e o próprio momento da pandemia nos mostrou o quanto precisamos avançar em políticas públicas permanentes para as artes. E, um dos grandes desafios e isso vale para o Festival e principalmente para o poder público é o desafio da descentralização. O outro é do acesso que se conversam. Só para dar um dado para vocês, 75% dos equipamentos de cultura em Curitiba estão na regional do centro. E, por ultimo também políticas publicas que respondam como dar acesso aos recursos da cultura de uma maneira mais efetiva para fazedores da cultura de realidades tão diferentes, por exemplo,” defende.
Já para Guta Stresser, não só em Curitiba, mas em várias cidades do Brasil, o teatro além dos festivais, carece de fomento “Os festivais cumprem um papel importantíssimo como vitrine para dos fazedores de cultura e também para formação de plateia. Mas, acho que em todo o país ainda o Teatro necessita de políticas de fomento. Toda forma de incentivo a cultura precisa ser incluída. Outra coisa importante antes de se pensar em políticas públicas é fazer a população entender que acesso á cultura é direito como educação e saúde. Portanto, o dinheiro dos impostos precisa retornar para a cultura e dar acesso à ela,” diz.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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