A Orquestra de Câmara Solistas de Londrina, que está comemorando 25 anos com uma trajetória marcada pela excelência artística e pelo compromisso com a democratização do acesso à música erudita, encerrará no dia 18 (sábado) o circuito de concertos itinerantes e encontros didáticos em cinco cidades do Oeste paranaense: Medianeira, Cascavel, Toledo, Guaíra e Foz […]
O concerto começa com obras de Bach, referência máxima do barroco, passa pelo classicismo elegante de Boccherini e avança até o século XX, com obras que revisitam tradições sob novas perspectivas, como a Capriol Suite, de Warlock, e as Romanian Folk Dances, de Bartók, inspiradas na música folclórica.
O programa se encerra com arranjos de Leo Brouwer sobre canções dos Beatles, destacando o diálogo entre a música popular e a tradição da música de concerto.
Sob a direção da pianista e produtora Irina Ratcheva, a apresentação conta com a participação do violonista Natanael Fonseca, músico da orquestra, promovendo o encontro entre duas linguagens musicais distintas, mas surpreendentemente próximas em sua essência. “O público será convidado a apreciar composições emblemáticas como a Ária de Bach e Yesterday dos Beatles, sob uma nova perspectiva”, explica Irina Ratcheva.
Sob a direção artística do violinista Evgueni Ratchev, a Orquestra de Câmara Solistas de Londrina é um dos grupos camerísticos mais conceituados do país.
Com um repertório amplo, original e cuidadosamente construído, a orquestra reúne grandes obras de compositores brasileiros e internacionais, consolidando uma trajetória marcada pela excelência artística e pelo compromisso com a democratização do acesso à música erudita.
Desde sua fundação, o grupo já realizou aproximadamente 800 concertos, participou de importantes festivais de música, circuitos nacionais e estaduais, realizou uma turnê internacional, apresentou-se nas principais capitais brasileiras e percorreu mais de 40 cidades do Estado do Paraná. Ao longo de sua história, gravou sete álbuns dedicados a obras de compositores brasileiros e recebeu relevantes prêmios nacionais, entre eles o Prêmio TIM de Música Brasileira, em 2003, na categoria Melhor CD Erudito e Arte Visual.
A democratização do acesso aos bens culturais sempre esteve no centro das ações da Orquestra de Câmara Solistas de Londrina. Ao longo de seus 25 anos, o grupo desenvolveu projetos voltados à formação de novos públicos, incentivando não apenas estudantes, mas também educadores, muitas vezes atuando como multiplicadores de conhecimento. As apresentações acontecem em teatros, igrejas, escolas públicas e hospitais, ampliando o alcance da música de concerto e estabelecendo um diálogo direto com diferentes comunidades.
Nascido no estado da Bahia, Natanael Fonseca tem a sua trajetória musical dividida entre o violão erudito e a viola de arco. É mestre em violão erudito pela Universidade de Aveiro (Portugal), fez licenciatura e especialização em música pela Universidade Estadual de Londrina, onde também lecionou nos anos de 2006 a 2008.
Violista da OSUEL desde 1991 e da Orquestra de Câmara Solistas de Londrina desde a sua fundação, participando da gravação de discos, além de diversas turnês, apresentou-se em recitais de violão em Portugal e Espanha, e como solista nos concertos para violão e orquestra de Mário Castelnuovo Tedesco, Heitor Villa-Lobos e Anton Garcia Abril com a Orquestra Sinfônica da UEL e dos concertos de A. Vivaldi e J. L. Krebs com a Orquestra de Câmara Solistas de Londrina. Atualmente também ministra aulas no projeto Orquestrando o Futuro.
O projeto “Tour 25 Anos da Orquestra de Câmara Solistas de Londrina” conta com o patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos do Ministério da Cultura – Governo Federal, previstos através da Lei Paulo Gustavo.
Serviço: Tour 25 Anos da Orquestra de Câmara Solistas de Londrina Concerto ‘De Bach a Beatles’ em Foz do Iguaçu
Quando: sábado (18 de abril) / Horário: 19h30 Onde: Auditório da Fundação Cultural. – Rua Benjamin Constant, 62, Centro Ingressos: gratuito – retirar na bilheteria uma hora antes.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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