Em quatro capítulos, o documentário “Memórias do Chumbo: o futebol nos tempos do Condor” revela as entranhas das relações entre futebol e ditadura no Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. O trabalho premiado foi produzido pelo jornalista e historiador Lúcio de Castro para o canal de esportes ESPN. O primeiro capítulo é dedicado à Argentina, que […]
Em quatro capítulos, o documentário “Memórias do Chumbo: o futebol nos tempos do Condor” revela as entranhas das relações entre futebol e ditadura no Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. O trabalho premiado foi produzido pelo jornalista e historiador Lúcio de Castro para o canal de esportes ESPN. O primeiro capítulo é dedicado à Argentina, que sofreu o golpe cívico-militar em 1976, dois anos antes da realização da copa de 1978 naquele país. .
. Lúcio de Castro, em apresentação do trabalho explica que o trabalho inicia pela sua busca em traduzir as relações entre o futebol e a ditadura imposta ao povo brasileiro. Sua importância enquanto propaganda de estado e, por consequência, do regime autoritário. No decorrer desse caminho, explica, teve a certeza de que era preciso ampliar o foco. “Como se sabe, existiam pontos em comum, receituários e ações conjuntas entre diversas ditaduras do continente”, explica.
“Desde a década de 60 até culminar com a multinacional do terror, a Operação Condor. O futebol não esteve fora desse receituário de ações e modo de agir comum dessas ditaduras. A certeza de que era preciso ir além do Brasil para contar essa história gerou ‘Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor’, em quatro capítulos: Argentina, Chile, Uruguai e Brasil.”, complementa.
A série começa pelo capítulo dedicado à Argentina. Marcada por uma ditadura sanguinária que produziu milhares de mortos, boa parte dessa estatística horrenda enquanto se promovia a partir da expectativa popular de ganhar sua primeira Copa do Mundo, em 1978. Apesar das denúncias de protestos de organismos internacionais, a Fifa manteve a realização do certame.
Assista o episódio número 1, de “Memórias do Chumbo”, sobre a Argentina, aqui.
Cartaz francês do movimento pelo boicote à Copa do Mundo ser realizada na Argentina, em 1978. – Reprodução Esquerda Online
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
Assine as notícias da Guatá e receba atualizações diárias.