Mais de 20 artistas visuais integram neste domingo, 22, um verdadeiro mutirão para revitalização do barracão da Associação de Moradores do Campus do Iguaçu. A ação faz parte da mobilização promovida pela nova diretoria formada por um grupo de jovens também integrantes do grupo de Hip-hop Rimando no Front, de Stênio Fornari, em parceria com […]
Mais de 20 artistas visuais integram neste domingo, 22, um verdadeiro mutirão para revitalização do barracão da Associação de Moradores do Campus do Iguaçu. A ação faz parte da mobilização promovida pela nova diretoria formada por um grupo de jovens também integrantes do grupo de Hip-hop Rimando no Front, de Stênio Fornari, em parceria com o projeto Beco dos Sonhos, da artista visual e grafiteira Mavi.
Em destaque: artistas iguaçuenses do hip-hop e artes visuais unem esforços em evento cultural para integrar reconstrução de movimento no Campus do Iguaçu.
O mutirão de artistas inicia às 8h, e segue até às 19h, e vai reunir 20 nomes da fronteira. “O objetivo é transformar o local em um ambiente mais acolhedor, ativo e acessível para a população”, comentou a artista. A atividade celebra o levante na revitalização do espaço. “Vamos ter um acervo de arte bem no meio do bairro”, comentou Fornari.
A história da Associação de Moradores do Campus do Iguaçu reproduz a realidade de muitas na cidade. Sem dinheiro em caixa, e nenhuma mobilização, a estrutura acaba padecendo ao tempo, e ao vandalismo, deixando de ser aos poucos um lugar de compartilhamento para tornar-se dor de cabeça para quem vive no entorno.
Um dos moradores percebeu a dificuldade, e tomou uma iniciativa. Stênio Fornari, 28, reuniu amigos do hip-hop (Rimando no Front) que também vivem no bairro, e montou uma chapa para assumir o espaço. Ao entrar percebeu o quadro de abandono: mato invadindo a área, cabeamento elétrico furtado, e dívidas. Não desanimou, iniciou mutirões sempre a partir das 14h onde amigos e moradores faziam parte de uma grande faxina no local.
“Por sermos mais jovens, no início as pessoas ficaram meio desconfiadas, mas depois que veio o movimento, porque respondemos através de ações, tudo foi melhorando”, comentou Fornari que hoje é presidente da Associação.
O trabalho iniciou no último dia 9, e foi todo registrado nas redes sociais, onde é possível acompanhar a evolução. Os vídeos viralizaram e já ultrapassaram 150 mil views, e mostram a limpeza do local, e a mobilização promovida pelo grupo.
Algumas contas ainda precisam ser quitadas, e o movimento deste domingo (22) também deve mover apoiadores e demais pessoas interessadas em integrar a iniciativa.
Além da produção artística ao vivo, a ação contará com atividades abertas ao público, incluindo espaço para crianças, convivência comunitária, incentivando a ocupação positiva do espaço público. No local também acontece uma pequena feira gastronômica. Todo valor arrecadado será revertido para a Associação. A atividade é gratuita e aberta à comunidade.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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