1 – Reescrevendo Lirismo adormecido com a fila de cobranças rasgo o que já não é meu, bagagem já não há As cores trocaram de papel… Parto para ser inteiro Contrários ainda existem Mergulho alto nos dicionários de ontem Aponto, há dor na melodia das canetas e nesse avesso descubro os reversos do amanhã Porque […]
1 – Reescrevendo
Lirismo adormecido com a fila de cobranças rasgo o que já não é meu, bagagem já não há As cores trocaram de papel…
Porque ao escrever rabisco as palavras de minh’alma moldando o retrato das lembranças.
2 – Fragmentos
Motores, pernas, bicicletas, asas que não batem… Estes que nos levam pelas estradas nos mostrando como é infinito o horizonte; andamos na escuridão, pisamos em espinhos O coração parou, mas voltou a bater. Enxergamos o arco-íris, sentimos as flores… A viagem é longa e está só começando. O importante é que estamos caminhando.
Monique Stefani, à época da publicação, era estudante de Letras na Unioeste, Foz do Iguaçu, Pr. Texto editado na revista Escrita nº34, em 2014. Ilustração: Dieguito
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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