Prosa poética publicada na edição 26 da revista Escrita Talvez o que eu mais goste seja isso: você pensa demais sobre tudo, sempre com teorias loucas que nunca fazem sentido pra ninguém, só pra mim, pra nós. E em meio a esse devaneios, sempre me vem a loucura de te puxar e te beijar. Não […]
Talvez o que eu mais goste seja isso: você pensa demais sobre tudo, sempre com teorias loucas que nunca fazem sentido pra ninguém, só pra mim, pra nós. E em meio a esse devaneios, sempre me vem a loucura de te puxar e te beijar. Não por te querer, mas por querer sentir sua intensidade quando a cabeça tá a mil criando uma tese pra qualquer coisa. Não sei, meu bem, não enxergo seus quase dois metros de altura, seu cabelo legal e a boca bem desenhada simetricamente encaixada ao seu rosto; não me atraio por isso, não em você. Embora todas as suas qualidade físicas façam sentido pra mim quando suas idEias tortas me atingem e me fazem sorrir OU refletir. De alguma maneira, as suas “viagens” às teorias insanas criadas pelo mundo ou por você, me alcançam e me mudam. E talvez seja exatamente isso que me chama atenção nesse nosso romance mal contado: a sua loucura me encontra quando eu me encontro dentro dela.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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