Educadores reforçam a importância de participação da comunidade para a votação ser válida; colégios com chapa única precisam de número mínimo de eleitores. Estudantes, educadores, pais e mães de alunos de pelo menos 12 colégios da rede estadual de ensino em Foz do Iguaçu irão às urnas para eleger direções de escolas, nesta sexta-feira, 23, […]
Estudantes, educadores, pais e mães de alunos de pelo menos 12 colégios da rede estadual de ensino em Foz do Iguaçu irão às urnas para eleger direções de escolas, nesta sexta-feira, 23, das 8h às 21h. Cada comunidade deverá observar se a votação da sua instituição será de forma presencial ou online.
O principal desafio das escolas é obter o número mínimo de votantes, já que o processo foi instituído pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) em plena pandemia. Cada voto é indispensável, afirmam Karin Schossler e Reginaldo Vicente, dirigentes dos colégios Gustavo Dobrandino da Silva e Agrícola, entrevistados no programa Marco Zero, do H2FOZ e da Rádio Clube FM.
Assista à entrevista:
Karin e Reginaldo explicaram como está ocorrendo a mobilização conjunta dos colégios localizados na Região Sul da cidade para estimular a participação na votação. Para que a consulta seja válida, é necessária a participação de 35% dos eleitores nas escolas que apresentem chapa única e 40% nos estabelecimentos com uma ou mais chapas.
Os colégios Gustavo Dobrandino e Agrícola terão eleição presencial para diretores, ambos com chapa única, formadas por consenso. Poderão participar do pleito professores e funcionários das instituições de ensino, alunos com no mínimo 16 anos completos, e os responsáveis (pai, mãe ou outro), perante a escola, pelo aluno menor de 16 anos.
Atual diretora do Gustavo Dobrandino, Karin Schossler enfatiza que votar para diretor contribui para defender a gestão democrática. “É importante manter um sistema democrático dentro da escola, que começa na eleição de diretor. Fortalece as direções e a escola se empodera, tanto a escola na comunidade como a comunidade na escola”, expõe.
Diretor pedagógico do Colégio Agrícola, Reginaldo Vicente enfatiza a importância de gestões que conheçam a realidade da instituição. “A continuidade do trabalho, a presença de professores que conhecem a realidade das escolas, suas características e histórico, equipes que sabem quem são os pais e os alunos, tudo isso passa pela eleição de diretores”, frisa.
No Colégio Gustavo Dobrandino da Silva, a chapa única é formada por: diretor, Douglas Facchinello, e diretora auxiliar, Karin Schossler; no Colégio Agrícola, a única chapa é composta por: diretor-geral, Rogério Brekailo; diretor pedagógico, Reginaldo Vicente; e diretor auxiliar de campo, John Keller.
Nos colégios onde a eleição teve inscrição de chapa única, como é o caso do Colégio Flávio Warken, a eleição exige quórum mínimo. Os candidatos convocam a comunidade escolar para um referendo de importância singular à democracia. (Imagem: Reprodução)
Dos 29 colégios da rede estadual em Foz do Iguaçu, dez – mais de um terço – não elegem diretores por meio da comunidade escolar por serem da Polícia Militar do Paraná, cívico-militares ou integrais.
Sete estabelecimentos de ensino obtiveram o quórum mínimo nas eleições para diretores realizadas no começo de julho. Terão eleição novamente, nesta sexta-feira, para obter o número mínimo de eleitores, os colégios:
Agrícola, Almirante Tamandaré, Almiro Sartori, Arnaldo Busatto, Barão do Rio Branco, Flávio Warken, Gustavo Dobrandino da Silva, JK, Paulo Freire, Santa Rita, Três Fronteiras, Ulysses Guimarães
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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