Estão abertas as inscrições no “Paisagens Sonoras e Criação Musical”, projeto de extensão da Unila, em Foz do Iguaçu. As pessoas interessadas, estudantes da instituição ou não, podem se inscrever gratuitamente até o dia 31 de março, através de e-mail para marcelo.villena@unila.edu.br , manifestando o interesse em participar. Os organizadores da iniciativa, conforme explicitam em […]
Estão abertas as inscrições no “Paisagens Sonoras e Criação Musical”, projeto de extensão da Unila, em Foz do Iguaçu. As pessoas interessadas, estudantes da instituição ou não, podem se inscrever gratuitamente até o dia 31 de março, através de e-mail para marcelo.villena@unila.edu.br , manifestando o interesse em participar.
Os organizadores da iniciativa, conforme explicitam em material de divulgação do projeto, denominam paisagem sonora ao conjunto de todos os sons que nos rodeiam e que podem ser ouvidos por nós. O projeto tem duas intenções: 1) criar momentos de silêncio no cotidiano para ouvir os sons que nos circundam e perceber sua beleza, sua expressividade, 2) a partir dessa escuta compor peças musicais.
Embora o exercício de escuta possa ser realizado em qualquer momento do dia, o curso propõe um espaço de ritual compartilhado: passeios a locais predeterminados para permanecer em silêncio em grupo, quietos ou caminhando. Podem ser realizados passeios sem nenhuma tecnologia, com a capacidade habitual de escuta ou usar gravadores portáteis tanto para gravar as paisagens quanto para amplificar nossa escuta por meio dos fones de ouvido. .
“Onde quer que estejamos há sempre sons. Se não lhes prestamos atenção, são irritantes,
. “As gravações podem ser usadas para produzir peças eletrônicas, mas também podem ser usadas como base para a composição de peças instrumentais ou vocais.
Outra ideia é recolher objetos nos locais de escuta e usá-los para produzir sons. E incluir esses sons nas nossas composições”, complementam.
Compor a partir da escuta de paisagens sonoras requer o entendimento da frase inicial de John Cage: não há som/ruído proibido na composição. Todos os sons e todos os ruídos que ouvimos podem ser objeto de criação artística. Também não precisam seguir regras consagradas. Poderão criar as próprias regras. Ou melhor: poderão determinar as regras a partir do que vão ouvir, a partir da criatividade coletiva do cotidiano.
Isto quer dizer que a proposta não é fazer música convencional ou comercial. A ideia é compor de forma experimental. Assim como um químico pode combinar diferentes substâncias e experimentar usos (na medicina ou na indústria, por exemplo), o compositor pode experimentar combinar sons, que neste caso falam sobre a experiência do cotidiano. Para ampliar o entendimento sobre paisagens sonoras e composição experimental serão lidos textos e vão se escutar músicas.
Haverá um encontro semanal todas as quartas-feiras às 16h (em local a ser definido) para conversa, comentário de textos, escuta de música e experimentar/compor.
Haverá um passeio semanal de escuta e gravação de paisagens sonoras. Esta atividade não terá horário fixo porque dependerá do que os participantes queiram ouvir e gravar.
Inscrições: As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de março manifestando interesse em participar por meio de um e-mail a: marcelo.villena@unila.edu.br Local: UNILA – Campus Almada – Av. Tancredo Neves 3838 – Sala 106 Horário: Quartas-feiras às 16h
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
Assine as notícias da Guatá e receba atualizações diárias.