Mais de 200 pescadores artesanais da região do reservatório da Itaipu participaram, na manhã da sexta-feira (20), do Seminário Regional para Pescadores, no Centro de Recepção de Visitantes (CRV) da margem brasileira da usina, em Foz do Iguaçu (PR). O encontro teve a participação de instituições parceiras, como o Ministério da Pesca, o Instituto Água […]
Mais de 200 pescadores artesanais da região do reservatório da Itaipu participaram, na manhã da sexta-feira (20), do Seminário Regional para Pescadores, no Centro de Recepção de Visitantes (CRV) da margem brasileira da usina, em Foz do Iguaçu (PR). O encontro teve a participação de instituições parceiras, como o Ministério da Pesca, o Instituto Água e Terra, a Unioeste, o Instituto Neotropical de Pesquisas Ambientais (Ineo) e o Itaipu Parquetec.
Conforme explica o gerente da Divisão de Reservatório da Itaipu, André Watanabe, o objetivo foi aproximar as comunidades de pescadores dos técnicos da Itaipu, entender as demandas e divulgar os principais resultados das iniciativas da empresa voltadas a esse público.
Imagem em destaque: evento reuniu mais de 200 pescadores no auditório do Centro de Recepção de Visitantes, em Foz do Iguaçu. – Fotos: William Brisida/Itaipu Binacional.
A conservação ambiental do reservatório e das áreas protegidas da Itaipu é uma via de mão dupla na relação entre a hidrelétrica e os pescadores. As estratégias de conservação beneficiam tanto a geração de energia quanto a produção de peixes.
Um exemplo dessa parceria são as campanhas de recolhimento de lixo do lago, que já somam 13 edições anuais. A participação voluntária de pescadores é crescente e o volume menor de resíduos retirados a cada ano é um indicativo de que a qualidade ambiental e a conscientização sobre a destinação correta do lixo estão aumentando. Ao longo de 12 anos, foram retiradas mais de 290 toneladas de resíduos do reservatório e de suas margens.
O apoio da Itaipu também se estende à organização social e produtiva dos pescadores. Por meio de um edital do programa Itaipu Mais que Energia publicado em 2024, foram investidos aproximadamente R$ 8 milhões, que beneficiaram 3.250 pessoas, ligadas a nove associações e sete colônias. Os investimentos impactam positivamente a infraestrutura e as condições de trabalho.
“Esse edital foi muito bom. Foi uma coisa inédita. A gente conseguiu instalar 110 congeladores nas colônias e associações de pescadores”, contou o presidente da Colônia de Pescadores de Itaipulândia, Ademar José Vargas. Para ele, é muito bom poder se aproximar da equipe da Itaipu em eventos como o seminário. “Porque daí a gente conversa, né? É ruim quando tem um governo que a gente não consegue nem chegar perto para mostrar as ideias”, completou.
Pescadores da região lindeira aproveitaram a oportunidade para visitar a Usina de Itaipu.
Outra linha de apoio da Itaipu está no desenvolvimento científico. Como na pesquisa de monitoramento da ictiofauna, que já promoveu a marcação de mais de 60 mil peixes, permitindo conhecer os hábitos migratórios das espécies ao longo da Bacia do Rio Paraná, desde a hidrelétrica de Yacyretá até Porto Primavera.
Em parceria com a Unioeste, a Itaipu também promove o monitoramento e a avaliação dos estoques pesqueiros do reservatório e áreas adjacentes. A iniciativa permite estudar as espécies mais capturadas, além de produzir dados socioeconômicos das colônias e associações participantes.
A abertura do seminário contou com a participação do prefeito de Medianeira e presidente do Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, Antônio França; da assessora Leila Alberton (representando o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni); e do superintendente de Gestão Ambiental da Itaipu, Gilmar Secco.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
Assine as notícias da Guatá e receba atualizações diárias.