A equipe feminina da Associação dos Surdos de São José dos Pinhais (ASSJP), do Paraná, disputa a entre os dias 21 e 28 de fevereiro o primeiro Campeonato Mundial de Clubes de Futsal para Surdos, realizado em Buenos Aires, na Argentina. O time é o único representante brasileiro no torneio feminino e entra em quadra […]
A equipe feminina da Associação dos Surdos de São José dos Pinhais (ASSJP), do Paraná, disputa a entre os dias 21 e 28 de fevereiro o primeiro Campeonato Mundial de Clubes de Futsal para Surdos, realizado em Buenos Aires, na Argentina. O time é o único representante brasileiro no torneio feminino e entra em quadra com a base da seleção nacional. Organizado pela Federação Internacional de Futebol de Surdos (Difa), o primeiro Mundial de Clubes reúne 17 equipes: 12 no masculino e 5 no feminino.
Conhecidas como “azurelas”, em referência às cores azul e amarelo do uniforme, as paranaenses chegam ao Mundial com a meta de alcançar a final, marcada para o dia 28 de fevereiro. A estreia será contra a Associação de Surdos Mudos de La Plata, da Argentina.
A pivô Josiane Maria Poleski, de 39 anos, afirma que o grupo embarcou com confiança para a competição internacional.
Delegação paranaense enfrenta equipes da Argentina e do Chile na primeira fase – Foto: divulgação / arquivo ASSJP
“Viemos com o objetivo de sermos campeãs mundiais. Estamos com boas expectativas e confiantes em chegar à fase final. Queremos representar bem nossa cidade, o Paraná e o Brasil, pois somos o único time feminino do país na competição.”
A equipe reúne atletas com idades entre 24 e 42 anos. Apesar da trajetória vitoriosa, nenhuma das jogadoras atua profissionalmente no futsal. Elas conciliam treinos e campeonatos com trabalho, estudos e responsabilidades familiares, incluindo a maternidade.
Com 21 anos de história, a ASSJP é heptacampeã da Copa Brasil para Surdos. O elenco conta com três jogadoras campeãs mundiais de seleções em 2019 e quatro atletas que integram atualmente a seleção brasileira.
No torneio feminino, os cinco clubes se enfrentam no sistema “todos contra todos” na primeira fase. As brasileiras ainda jogarão contra uma equipe do Chile e outras duas da Argentina. O último colocado será eliminado.
As semifinais estão previstas para o dia 26, quando serão definidos os finalistas. A decisão ocorrerá no dia 28 de fevereiro.
No masculino, dois clubes brasileiros também disputam o título: equipes de Cuiabá (MT) e Uberlândia (MG).
Esta é a primeira vez que o time feminino disputa uma competição internacional com patrocínio estampado no uniforme. A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) é a apoiadora da equipe no Mundial.
“O patrocínio da Sanepar para a equipe Azurela tem uma importância histórica e estratégica para a associação, marcando um divisor de águas para o time feminino e abrindo caminhos para novas parcerias no futuro.”
Josiane acrescenta que o apoio financeiro é fundamental para custear as despesas da delegação, composta por dez jogadoras e o técnico. Para viabilizar a participação no torneio, o grupo também recorreu a rifas e doações.
“Ajudam, mas de forma limitada.” A diretora adjunta de Comunicação e Marketing da Sanepar, Melissa Ferreira, destacou o significado institucional do apoio.
“Patrocinar a ASSJP é um orgulho para a Sanepar. Esse time não é apenas uma equipe esportiva, mas um exemplo de como promover a inclusão e a equidade.”
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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