– A edição 48 da revista Escrita chega à nova estação – É primavera! Setembro. E setembro é o mês de aniversário da Guatá. Aliás, diga-se de passagem, este ano estamos completando 13 anos de atuação ininterrupta em Foz do Iguaçu. Então, quando agosto findou e entrou setembro na folhinha, virou presente e […]
É primavera! Setembro. E setembro é o mês de aniversário da Guatá. Aliás, diga-se de passagem, este ano estamos completando 13 anos de atuação ininterrupta em Foz do Iguaçu. Então, quando agosto findou e entrou setembro na folhinha, virou presente e festa o que ja ressoava fazia um tanto de tempo: nova edição da revista Escrita na praça e na nova estação. A foto da capa é da Áurea Cunha, mostrando um detalhe da vida que pulsa dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Recentemente ela produziu uma crônica visual sobre o entardecer no Parque Nacional do Iguaçu. Na edição, inclusive, publicamos o texto “O anoitecer nas Cataratas” que acompanhou a exposição daquele ensaio aqui mesmo na página eletrônica da Guatá. Ainda sobre fotografia, reunimos trabalhos de outros profissionais. São os casos do Marcos Labanca, de Foz, da Jaqueline Vieira, londrinense que recentemente também publicou com a gente o ensaio sobre a ocupação “Flores do Campo”, tratando do direito à moradia popular. E, finalmente, do carioca Moskow, que dá brilho às páginas centrais da revista. Páginas centrais – Moskow iniciou na fotografia pelo fotojornalismo e trabalhou para veículos da grande imprensa brasileira, norte americana e europeia. Hoje, com mais de duas décadas de atividade, fotografa desde grandes editoriais de moda a esporte e, finalmente, produz fotos autorais, embasado na ideia de que precisamos de mudanças no modo de existir da Humanidade. Tem uma ligação afetiva com Foz do Iguaçu por conta de parentes que vivem na cidade. Foi através de uma irmã é que sua arte chegou às paginas da Escrita. Ele também faz incursões pela poesia e um pouquinho disso também é mostrado na revista. Uma belíssima colaboração, sem dúvida. Entre os fotógrafos chamados amadores estão Luana Luz, Bruna Carvalho, João Otávio, Manuella Sampaio e Mariana Baez Coronel. Com equipamentos os mais variados, que vão de celulares a máquinas mais requintadas, eles mantém o espírito da revista, que é canalizar a expressão de todas as pessoas que têm algo a nos contar. Ainda entre as produções na seção Olhos, temos os traços dos ilustradores Lalan Bessoni (São Paulo), Natalia Gavotti (argentina que trabalha em Curitiba), Frankie Olive (estudante de antropologia da Unila) e Dieguito, na fronteira entre o Paraguai e o Brasil. Buenas palabras – Douglas Diegues volta à revista Escrita. É del poeta brasilero mais paraguaio que se tem notícia o poema em “portunhol selvage” que abre a revista. “…mudar mudar mudar / relutar renovar ousar / injectar nuebíssimo ar / encontrar antes mismo de buscar.” diz ele. Ainda com sotaque portunhol, o ator e professor argentino de língua portuguesa em Missiones, Danilo Iván, nos brinda com uma coleção de poemas que ressaltam traços da língua e experiência guarani em nossa região trinacional. Também nesta vertente, a poética de Giane Lessa nos eleva o destino de estar na fronteira dos países, da poesia, da fantasia e realidade.
“Olhos e Palavras”: fotografias de João Octávio Lourenço e poema de Cleonice Marçal.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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