Museu da Imprensa reúne o relato de José Maria de Brito sobre os primórdios do município, publicado no jornal A Notícia, em 1954. Um dos textos mais importantes sobre a história da cidade, “Descoberta de Foz de Iguaçú e Fundação da Colonia Militar”, de José Maria de Brito, foi publicado em abril de 1954 no […]
Museu da Imprensa reúne o relato de José Maria de Brito sobre os primórdios do município, publicado no jornal A Notícia, em 1954.
Um dos textos mais importantes sobre a história da cidade, “Descoberta de Foz de Iguaçú e Fundação da Colonia Militar”, de José Maria de Brito, foi publicado em abril de 1954 no jornal A Notícia, em partes. O conteúdo está no Museu da Imprensa, recolhido, digitalizado e preservado para acesso gratuito.
O autor foi sargento da diligência de militares destacada em 1888 para “descobrir” a foz do Rio Iguaçu e estabelecer posse nacional da terra na fronteira. O relato detalhado virou livro em 2005, lançado pela Travessa dos Editores, com apresentações de dois nativos, os jornalistas Fábio Campana e José Beto Maciel.
Imagem em destaque – As Cataratas do Iguaçu reproduzidas nas páginas do jornal, na década de 1950 – foto: A Notícia/reprodução
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Ao escrever, José Maria de Brito afirma ter assumido para si a necessidade de divulgar os fatos e acontecimentos reunidos na expedição militar. Ele era, quando compôs a “Descoberta de Foz de Iguaçú”, o último sobrevivente capaz de narrar essa trajetória, com relatos cruciais para a história de Foz do Iguaçu e do Paraná.
O Exército considerava a região estratégica. A ideia inicial era desbravar, ocupar e fazer progredir o lugar. Não avançou muito. Porém, em julho de 1889, a Colônia Militar foi fundada em Foz do Iguaçu, seguida do primeiro censo populacional: 324 pessoas, paraguaios e argentinos na maioria.
Desde o ano de 1880, a oficialidade próxima ao Ministério da Guerra alimentava o assunto da ocupação da região fronteiriça, menciona José Maria de Brito em seu descritivo. “Por ser um ponto estratégico, diziam alguns, bem como a fundação de uma Colônia Militar e a construção de um forte, com capacidade suficiente para opor obstáculos a nações estrangeiras que porventura tentassem invadir o nosso território”, pontua.
O registro do pioneiro foi escrito somente 48 anos depois da chegada dos militares a Foz do Iguaçu.
Acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. Reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.
A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio. O projeto é uma iniciativa da Associação Guatá, com apoio da Itaipu Binacional.
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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