Publicação acessível no Museu da Imprensa resgata a visita do “Pai da Aviação” às Cataratas do Iguaçu e sua contribuição para a preservação do Parque; acesse. Muito antes de Foz do Iguaçu se consolidar como um dos principais destinos turísticos do Brasil, um visitante ilustre já havia se encantado com a grandiosidade das Cataratas do […]
Publicação acessível no Museu da Imprensa resgata a visita do “Pai da Aviação” às Cataratas do Iguaçu e sua contribuição para a preservação do Parque; acesse.
Muito antes de Foz do Iguaçu se consolidar como um dos principais destinos turísticos do Brasil, um visitante ilustre já havia se encantado com a grandiosidade das Cataratas do Iguaçu. Alberto Santos Dumont, o “Pai da Aviação”, é descrito como o primeiro turista da cidade, em matéria da jornalista Mônica Venson, publicada no jornal Ponte da Amizade.
Na foto em destaque, a “Vila Iguassu” em seus primórdios – Foto: Ponte da Amizade/reprodução
O conteúdo integra a edição impressa que circulou em junho de 1997, agora digitalizada e disponível para leitura gratuita no Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu. O veículo tinha foco no turismo e na fronteira, sendo vinculado ao Grupo Folha de Londrina.
O texto resgata que Santos Dumont esteve em Foz do Iguaçu, então chamada Vila Iguassu, em abril de 1916. Hospedado no Hotel Brasil, o primeiro da cidade, permaneceu por três dias na região após ser convidado por Frederico Engel, pioneiro do turismo local.
O aviador ficou fascinado pela paisagem majestosa. Para chegar às Cataratas, o percurso envolvia cerca de quatro horas a cavalo. O relato histórico destaca não apenas o encantamento de Santos Dumont com a força e a beleza do conjunto de quedas, mas também sua indignação ao descobrir que a área pertencia a um proprietário particular.
A célebre frase atribuída a ele — “essas maravilhas não podem pertencer a um particular” — marcou um ponto de inflexão na história da preservação ambiental da região.
Segundo a publicação da Folha da Amizade, a visita teve consequências concretas. Poucos meses depois, em julho de 1916, o governo estadual decretou a desapropriação das terras onde estão as Cataratas do Iguaçu, abrindo caminho para a criação do parque. Décadas mais tarde, em 1939, o então presidente Getúlio Vargas oficializou o Parque Nacional do Iguaçu, hoje reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade.
O conteúdo valoriza um episódio fundador da identidade turística de Foz do Iguaçu, ao lembrar que o primeiro olhar de admiração lançado sobre as Cataratas partiu de uma das figuras mais emblemáticas da história brasileira. Mais do que uma curiosidade, trata-se de um marco simbólico que conecta turismo, ciência, preservação ambiental e memória coletiva.
Acesse o conteúdo original na íntegra.
Acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. Reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.
A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio. O projeto é uma iniciativa da Associação Guatá, com apoio da Itaipu Binacional.
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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