Projeto desenvolvido no CRAS teve por objetivo facilitar o uso aplicativos como o Gov.br por parte de quem precisa acessar benefícios sociais. As oficinas são atividades de seu projeto de intervenção. Diferente da pesquisa, um projeto de intervenção tem foco na ação e na transformação da realidade observada. Tem por objetivo, identificar e solucionar um […]
Projeto desenvolvido no CRAS teve por objetivo facilitar o uso aplicativos como o Gov.br por parte de quem precisa acessar benefícios sociais.
As oficinas são atividades de seu projeto de intervenção. Diferente da pesquisa, um projeto de intervenção tem foco na ação e na transformação da realidade observada. Tem por objetivo, identificar e solucionar um problema prático, aplicando conhecimentos teóricos e metodológicos. Em seu estágio, Sheila percebeu que existem muitas dúvidas por parte da população atendida no Cras Oeste sobre as plataformas e o uso de ferramentas digitais que facilitam o acesso a serviços como realizar agendamentos e obter comprovantes e documentos, entre outras possibilidades.
Na foto em destaque, Sheila (em pé, à esquerda) na oficina com idosos no Cras Oeste, em Foz do Iguaçu – foto: arquivo pessoal
Uma dessas ferramentas é o aplicativo Gov.br, tema de uma das oficinas ministradas. “O governo concentrou serviços na plataforma Gov.br e os idosos têm muita dificuldade com tecnologia”, comenta Sheila. “Grande parte dos idosos nem sabe se tem conta na plataforma. Quando tem, quem acessa é um filho, um tio, um primo, uma vizinha”, comenta, lembrando que o aplicativo exige um uso seguro porque é acesso para diferentes serviços oferecidos na esfera governamental.
Os participantes conheceram as funcionalidades do aplicativo e receberam orientações e uma cartilha com informações gerais, incluindo a abertura de uma conta. Os idosos também receberam informações sobre como fazer o cadastramento e o o passo a passo para obter a Carteirinha do Idoso Paranaense, que pode ser feita diretamente do site do governo do Paraná. Esse documento permite o uso de transporte intermunicipal gratuito ou com desconto e outros benefícios assegurados pela política estadual da pessoa idosa.
O projeto de intervenção inclui ainda orientações sobre a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), que segundo a estudante, não é totalmente conhecida pela população atendida no Cras e que também é obtida por meio de aplicativo. Entre os benefícios da Carteira está o atendimento prioritário e o acesso a direitos previstos em lei. “Com a carteirinha, é possível comprovar que se está dentro do espectro autista sem a necessidade de apresentar um laudo todas as vezes em que se vai acessar um serviço específico”, cita.
Realizado inicialmente na unidade da região oeste da cidade, o projeto de intervenção também foi levado ao Cras Sul por solicitação da equipe de assistência social. “Como os usuários estão sempre com dúvidas, querendo conhecer melhor seus direitos – algumas pessoas sequer sabem que têm direitos – vimos a relevância de incorporar a ação também em outros locais”, conta.
Além de promover a inclusão digital e a autonomia dos usuários do Cras no acesso a serviços públicos e garantia de seus direitos, com o projeto busca-se também reduzir a demanda por orientações individuais repetitivas no Cras, otimizando atendimento a casos mais complexos de vulnerabilidade social.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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