Um poema de Juliana Lyra Eu sei… Sei, ao certo que meu coração sangra. Muitas vezes sangra e grita! Ora, se grita é porque vive! Se sangra é porque vibra e luta! Sei, que muitas vezes minha voz se cala. Tenho nós na garganta, de medo. Tenho nós no peito e não falo, e tua […]
Eu sei…Sei, ao certo que meu coração sangra. Muitas vezes sangra e grita! Ora, se grita é porque vive! Se sangra é porque vibra e luta!Sei, que muitas vezes minha voz se cala. Tenho nós na garganta, de medo. Tenho nós no peito e não falo, e tua voz entre nós, entrelaço.Sei, que no caminho meu corpo todo dispara Eu acelero, como as palavras Repito as sílabas, repenso, revejo… Atiro, sufoco, sinto… E sinto muito!Eu sei… o quanto custa o ambíguo… A leveza do peso do sentir. Eu tenho um coração ansioso e imperfeito Rasgado em emoção, silenciado no peito!Eu sei! Que os olhos falam e os lábios demonstram… Que tudo passa e a vida é um sopro… Sei… tanta coisa… principalmente, que não sei coisa nenhuma…
___________________________Juliana Lyra é professora da rede pública estadual de educação em Foz do Iguaçu, Pr.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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