“Se as oliveiras conhecessem as mãos que as plantaram, seu azeite se transformaria em lágrimas.“ (Mahmoud Darwish em “Leaves of Olive Trees” / Folhas de Oliveiras). . Contam sempre em nosso país de um amigo meu E das faces dele queimadas pelo chumbo Do peito dele… do rosto. Não expliquem as coisas. Eu vi a […]
“Se as oliveiras conhecessem as mãos que as plantaram, seu azeite se transformaria em lágrimas.“ (Mahmoud Darwish em “Leaves of Olive Trees” / Folhas de Oliveiras).
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Contam sempre em nosso país de um amigo meu E das faces dele queimadas pelo chumbo Do peito dele… do rosto. Não expliquem as coisas.
Não perguntem demais. Em vez disso, perguntem: Quando os homens vão despertar? .
Mahmoud Darwish
Observação: A cultivo de oliveiras está profundamente enraizado na cultura e nas práticas agrícolas da Palestina. A terra é preparada manualmente em muitos vilarejos, tanto pela questão geográfica quanto por conta das zonas militares israelenses. A lavragem se inicia no final do inverno e a capinação durante a primavera e o verão. A safra de azeitona nos olivais acontece entre outubro e novembro, mas sobretudo no mês de outubro, considerado o mês sagrado de colheita.
As azeitonas são colhidas à mão, e em seguida utiliza-se a técnica agrícola de bater levemente nos ramos com varas longas, em lençóis estendidos sob as árvores. Logo após esse processo, são transportadas aos moinhos para serem prensadas, produzindo um azeite escuro e aromático.
Culturalmente, a oliveira ocupa uma presença sagrada no território e na história da Palestina. É alvo constante de destruição pelas forças israelenses, como tentativa de usurpação cultural e apagamento da memória do povo palestino. São testemunhas silenciosas de anos de colonialismo e extermínio da população originária. Atravessam gerações e carregam a memória dos palestinos entrelaçada em suas raízes profundas com a terra nativa.
A oliveira se tornou símbolo de conexão com o território… de resistência e luta contra a ocupação! (Texto reproduzido de https://www.instagram.com/frentepalestinaparana/)
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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