Instituída por lei municipal de 2014, data faz alusão à abertura do canal de desvio para a construção da usina de Itaipu. De H2Foz / Por Guilherme Wojciechowski Foz do Iguaçu celebra, nesta sexta-feira (20), o Dia do Barrageiro. Instituída por lei municipal no ano de 2014 (Lei n.º 4.210/14), a data recorda a abertura […]
De H2Foz / Por Guilherme Wojciechowski Foz do Iguaçu celebra, nesta sexta-feira (20), o Dia do Barrageiro. Instituída por lei municipal no ano de 2014 (Lei n.º 4.210/14), a data recorda a abertura do canal de desvio do Rio Paraná, etapa fundamental para a construção da usina de Itaipu.
Em 20 de outubro de 1978, há exatos 45 anos, os profissionais que atuavam no canteiro de obras usaram 58 toneladas de explosivos para explodir as duas ensecadeiras que protegiam o canal escavado na margem brasileira, dando início ao desvio do Paranazão.
O sucesso da manobra foi decisivo não só para a continuidade do cronograma de trabalho, mas para elevar a moral dos trabalhadores e provar que uma barragem do tamanho de Itaipu, em um rio de grande porte como o Paraná, era tecnicamente viável.
Explosão das ensecadeiras do canal de desvio foi prestigiada pelos então governantes de Brasil e Paraguai. -Foto: Acervo Histórico/Itaipu Binacional
Para construir o canal, que tinha dois quilômetros de extensão, 150 metros de largura e 90 metros de profundidade, foi necessário remover 55 milhões de metros cúbicos de terra e rocha, em processo que durou cerca de três anos.
A explosão das ensecadeiras foi acompanhada, in loco, pelos então governantes de Brasil e Paraguai, que acionaram o detonador (artefato em exibição no Ecomuseu de Itaipu, temporariamente fechado para reforma).
Canal de Desvio pode ser visto à direita da imagem. – Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional
Atualmente, parte do canal de desvio ainda pode ser vista na hidrelétrica (a parte posterior está submersa). O melhor ponto para observação é o Mirante Central, que faz parte do roteiro de passeios como o Itaipu Panorâmica e o Itaipu Iluminada.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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