Entre os dias 09 e 13 de novembro, Foz do Iguaçu sediará o Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas (ENEI), um evento de grande relevância que reúne estudantes indígenas de diversos povos originários do Brasil. O ENEI, edição 2026, ocorrerá no Paraná para dias de troca, fortalecimento e construção coletiva. A organização do evento estima receber […]
Entre os dias 09 e 13 de novembro, Foz do Iguaçu sediará o Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas (ENEI), um evento de grande relevância que reúne estudantes indígenas de diversos povos originários do Brasil. O ENEI, edição 2026, ocorrerá no Paraná para dias de troca, fortalecimento e construção coletiva. A organização do evento estima receber entre 4 a 5 mil estudantes indígenas, de várias etnias, oriundos de todo o país.
O encontro acontece todos os anos em uma universidade diferente do país e, neste ano, será realizado pela primeira vez na região Sul, tendo como sede a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). O evento tem como objetivo promover debates, trocas de experiências e reflexões sobre a presença indígena no ensino superior, além de discutir políticas de acesso, permanência e fortalecimento da educação indígena nas universidades.
Lurdiane: “Evento que carrega história, resistência e futuro!” – foto: arquivo / instragram Rocha
“Durante o encontro, estudantes indígenas de diferentes culturas, territórios e povos se reúnem para dialogar sobre educação, direitos indígenas, produção de conhecimento e fortalecimento das redes de estudantes indígenas em todo o país. A realização deste evento em Foz do Iguaçu é extremamente significativa, pois coloca a cidade e a UNILA no centro de um importante debate nacional sobre educação, diversidade cultural e direitos dos povos indígenas”, explica Lurdiane Rocha (esq.), membra da coordenação nacional do evento.
Rocha, estudante do curso de Serviço Social da Unila, é oriunda do povo Ticuna, do Alto Amazonas. Ela faz parte do coletivo que reúne mais de 300 indígenas que estudam na Universidade Federal da Integração Latino-Americana, em Foz do Iguaçu. Coordenado por Lurdiane, é este grupo que estará no centro das atividades de organização do evento anual.
Realizar o ENEI no Paraná é mais do que escolher um estado no mapa, é escolher um espaço simbólico de conexão entre territórios, universidades e povos. Com este entendimento, a coordenação do Encontro pretende trazer o Sul à comunhão dos brasileiros que efetivamente discutem e acolhem a diversidade brasileira.
“O Paraná, localizado na região Sul do país, é um território de encontros. Entre a força das matas, a presença viva dos povos originários e a diversidade cultural que atravessa o estado, ele se torna cenário perfeito para um evento que carrega história, resistência e futuro”, sugere Lurdiane Rocha.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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