Rubens Santos ajudou a formar foliões e sambistas na cidade e fomentar a cultura carnavalesca, sempre vinculado à comunidade do Porto Meira. Foi nos anos 2000 em que Mestre Rubão comandou uma folia épica em Foz do Iguaçu, à frente de 500 integrantes da bateria na avenida, para um público estimado em 30 mil pessoas. […]
Rubens Santos ajudou a formar foliões e sambistas na cidade e fomentar a cultura carnavalesca, sempre vinculado à comunidade do Porto Meira.
Foi nos anos 2000 em que Mestre Rubão comandou uma folia épica em Foz do Iguaçu, à frente de 500 integrantes da bateria na avenida, para um público estimado em 30 mil pessoas. Há outros, muitos outros carnavais na história de Rubens Santos, que faleceu no último dia 14, aos 67 anos.
De Rolândia (PR), Mestre Rubão chegou a Foz do Iguaçu na década de 1990, desde então dando vazão ao seu amor pelo samba e pelo carnaval. Sua trajetória se mistura à da Escola de Samba Clara Guerreira, pioneira da folia carnavalesca de rua. Dez anos depois, ajudou a fundar a Unidos do Porto Meira, que se tornou a atual Mocidade Unida do Porto Meira.
Presidente da Associação dos Carnavalescos de Foz do Iguaçu, Eliandra Vedoy citou o legado de resistência das escolas. “Ele demonstrava o quanto estava feliz em ver a união dos blocos pelo nosso carnaval, e isso nos dá força para que possamos continuar esse legado.”
Grupos e coletivos populares também lamentaram a perda de Mestre Rubão. “Foi muito mais do que um mestre de bateria. Foi inspiração, dedicação, paixão pelo carnaval e um exemplo para todos que tiveram o privilégio de caminhar ao seu lado”, externou o bloco de carnaval Papai Urso, com imagens de Rubão no samba, brincando a vida.
O Maracatu Alvorada Nova enalteceu a contribuição do folião que se despediu. “Seu legado seguirá vivo por meio dos ensinamentos, da dedicação à cultura e do cuidado com a formação de novas gerações.”
O bloco Amigos da Onça considera Mestre Rubão “patrimônio cultural do samba e do Carnaval de Foz do Iguaçu”. E lembrou ao apoio recebido do carnavalesco. “Teve um papel muito importante para a formação do nosso bloco. Foi com ele que adquirimos nossos primeiros instrumentos.”
Transcorridas mais de duas décadas do desfile consagrado dos anos 2000, das sete escolas daquele período, a Mocidade Unidos do Porto Meira é uma das que permanecem fortes e mobilizadas. “Graças aos esforços de Rubão e da comunidade ao seu entorno que abraçou o samba de quadra como uma causa”, sublinhou a nota divulgada pela escola sobre o falecimento de seu fundador.
O desfile da Mocidade deste ano, na Avenida Brasil, foi o último enredo de Rubão. Ele deixa dois filhos e dois netos. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal Jardim São Paulo. Seu legado permanece, como o carnaval de Foz do Iguaçu que o mestre ajudou a cultivar.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
Assine as notícias da Guatá e receba atualizações diárias.