Dizem que futebol e política não se misturam. Essa é, talvez, a mentira mais bem-sucedida já contada nas arquibancadas. O campo sempre foi um reflexo direto das tensões sociais, mas a narrativa oficial fez questão de apagar os jogadores que ousaram transformar a bola em um instrumento de resistência. No carrossel de hoje, mergulhamos nas […]
Dizem que futebol e política não se misturam.
Essa é, talvez, a mentira mais bem-sucedida já contada nas arquibancadas.
O campo sempre foi um reflexo direto das tensões sociais, mas a narrativa oficial fez questão de apagar os jogadores que ousaram transformar a bola em um instrumento de resistência.
No carrossel de hoje, mergulhamos nas páginas de “Futebol à Esquerda”, obra brilhante e necessária do jornalista espanhol Quique Peinado.
O livro, publicado pela @manjubalivros , é um resgate arqueológico da trajetória de atletas que peitaram o autoritarismo, o fascismo e a máquina de moer gente que se tornou o futebol moderno.
De Sócrates e a utopia da Democracia Corinthiana, passando pela coragem imensurável do chileno Carlos Caszely diante da ditadura de Pinochet, até o sacrifício de Matthias Sindelar contra a Alemanha nazista, Quique Peinado evidencia como, em um meio historicamente conservador e moldado para a alienação, o “atleta político” é uma anomalia perigosa que o sistema tenta neutralizar a todo custo.
Página do carrossel publicado por Dicas Históricas. Veja mais: Dicas Históricas
Como a obra bem pontua, essa extinção do jogador rebelde se intensificou hoje. O fim de movimentos como o Bom Senso FC no Brasil é o sintoma de uma era em que a hipermercantilização sufocou de vez a voz de quem entra em campo.
Arraste para o lado para desenterrar as histórias que o status quo tentou varrer para baixo do tapete e chegue até o último slide para conferir essa recomendação de leitura obrigatória.
De que lado da arquibancada você joga?
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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