Entre os dias 30 de julho e 2 de agosto de 2026, Foz do Iguaçu recebe o IV Encontros de Orí: Experiências Ancestrais e Rotas Negras da Fronteira e a II Mostra de Cinema de Povos e Comunidades Tradicionais. Os eventos reúnem atividades culturais, formativas e artísticas voltadas à valorização dos saberes ancestrais, da memória […]
Entre os dias 30 de julho e 2 de agosto de 2026, Foz do Iguaçu recebe o IV Encontros de Orí: Experiências Ancestrais e Rotas Negras da Fronteira e a II Mostra de Cinema de Povos e Comunidades Tradicionais. Os eventos reúnem atividades culturais, formativas e artísticas voltadas à valorização dos saberes ancestrais, da memória coletiva e das manifestações culturais dos povos e comunidades tradicionais da região.
Promovido pela Associação da Segurança e Cultura Alimentar de Foz do Iguaçu (ASCAFI), em parceria com o Ilê Baru, o Kaburé Maracatu e a produtora Corisco Arte e Cultura, conta com o apoio do Itaipu Parquetec. O Encontros de Orí chega à sua quarta edição consolidado como um espaço de intercâmbio, formação e fortalecimento das redes culturais da Tríplice Fronteira. Já a Mostra de Cinema, mais recente, está na sua segunda edição.
Ao longo de quatro dias de programação, o público poderá participar de conferências, cinedebates, rodas de conversa, exposições, oficinas, apresentações culturais e atividades comunitárias. A proposta é promover o diálogo entre a oralidade, a memória viva e a linguagem audiovisual, destacando o papel das comunidades tradicionais na preservação dos patrimônios culturais da região.
Nesta edição, a reflexão sobre as Rotas Negras da Fronteira e a atuação das mulheres na preservação dos patrimônios imateriais ocupa lugar central na programação. O evento também celebra importantes marcos da cultura popular local, como os 13 anos do Grupo Alvorada Nova e os 10 anos do Ponto de Cultura Kaburé Maracatu, reafirmando a força das manifestações afro-brasileiras na fronteira.
Além da valorização da memória e da ancestralidade, os Encontros de Orí ampliam o debate sobre o afroturismo e a construção de rotas negras na região, conectando patrimônio cultural, desenvolvimento comunitário e geração de renda. A proposta busca fortalecer iniciativas locais e ampliar a visibilidade dos territórios, saberes e trajetórias das comunidades negras, indígenas e tradicionais da fronteira.
Fotos: Arquivo Ascafi / Divulgação
A abertura oficial acontece no dia 30 de julho, às 19h, no Ilê Baru (Rua Dracena, 348 – Jardim Lancaster), com cerimônia de abertura, apresentação cultural e conferência sobre cultura popular na fronteira. No dia 31 de julho, a programação segue com cinedebates, rodas de conversa, feira comunitária e apresentações culturais.
Em primeiro de agosto, as atividades ocorrerão no Jardim Allegretto, com a exposição Tambores da Fronteira, bate-papo sobre memória e patrimônio cultural e a tradicional Roda de Samba do Ilê Baru, atividade que possui ingresso específico.
O encerramento será realizado no dia 2 de agosto, na Praça da Mentira, na Vila C Nova, com oficina de maracatu, roda de conversa e cortejo cultural, celebrando a diversidade e a resistência das manifestações populares da região.
Mais do que um evento cultural, o Encontros de Ori se consolida como um espaço de encontro, memória e fortalecimento das identidades negras e dos povos e comunidades tradicionais da Tríplice Fronteira.
Link de inscrição: https://forms.gle/qmzEbZmnHQZSwBKE7 Informações podem ser obtidas 45-998271987, com a Comissão Organizadora – IV Encontros de Ori Instagram: @ascafi @coriscoartecultura @ilebaru @rotasnegrasdafronteira
Programação Detalhada 30/07 (quinta-feira) Local: Ilê Baru – Local: Ilê Baru – Endereço: Rua Dracena n 348 Jardim Lancaster
19h00 Cerimônia de abertura 19h15 Apresentação Cultural – Toque de Terreiro: Memória, Corpo e Ancestralidade 19h45 Conferência – Cultura Popular na Fronteira e as Encruzilhadas do Carnaval de Foz
31/07 (sexta-feira) Local: Ilê Baru – Local: Ilê Baru – Endereço: Rua Dracena n 348 Jardim Lancaster
19h00 Abertura das atividades 19h30 Cine-debate – A Cidade das Mulheres 21h00 Roda de Conversa – Rotas Negras e as Mulheres Negras 22h00 Feira Comunitária e confraternização
01/08 (sábado) Local: Jardim Allegretto – Samba do Ilê Baru
14h00 Abertura da Exposição Tambores de Fronteira: Alvorada Nova e Kaburé Maracatu – Trajetória e Fazeres – atividade com ingresso) 14h30 Bate Papo – O Samba como Patrimônio, Memória e Resistência Cultural na Fronteira – (atividade com ingresso) 16h30 Apresentação Kaburé Maracatu – Roda de Samba Ilê Baru (atividade com ingresso) 16h00 Roda de Samba Ilê Baru (atividade com ingresso)
02/08 (domingo) Local: Praça da Mentira – Endereço: Rua Fortaleza, 62 – Vila C Nova.
15h30 Recepção dos participantes 16h00 Oficina de Maracatu de Baque Virado 17h00 Roda de Conversa – Resistência na Fronteira e os Caminhos das Rotas Negras 18h00 Encerramento do IV Encontros de Ori – Apresentação Cultural Maracatu Alvorada Nova 18h30 Cortejo de Maracatu
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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