Poesias publicadas originalmente na revista Escrita, nº 9. Um desenho de Marin Pez. Levante Nua de esperança a noite desabrocha prenhe de silêncio em puro desvelo lamenta o enredo entregue ao destino de perene apatia Resiste o amor. *** Nudez Sob sorrisos foli pranteiam dores apertadas em miçangas e paetês *** Linha vã Singra o […]
Nua de esperança a noite
desabrocha prenhe de silêncio
em puro desvelo
lamenta o enredo
entregue ao destino
de perene apatia
Resiste o amor.
***
Sob sorrisos
foli pranteiam
dores apertadas
em miçangas e paetês
Singra o olhar nas vagas
Incertas do sonho.
Cede à brisa
A vertigem do poema
Uma andorinha voa
No céu da boca
Cede à tempestade
O imaginário do verso
Fragmentado,
Não é incapaz
De alimentar a palavra
Que se faz rito
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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