Um manifesto sobre a educação marcou o final do III Encontro de Mbo’ ehara Kuera e Lideranças Guarani sobre Educação Escolar, realizado de 16 a 18 de julho, na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu. Durante o evento, que reuniu cerca de cem pessoas, incluindo professores de etnias Guarani da Argentina […]
Um manifesto sobre a educação marcou o final do III Encontro de Mbo’ ehara Kuera e Lideranças Guarani sobre Educação Escolar, realizado de 16 a 18 de julho, na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu.
Durante o evento, que reuniu cerca de cem pessoas, incluindo professores de etnias Guarani da Argentina e do Paraguai, foram apontados inúmeros problemas existentes de terras indígenas do Oeste do Paraná, entre os quais falta de docentes indígenas e de estrutura física nas escolas, assim como evasão escolar.
Documento aprovado em encontro na Unila aponta falta de professores, deficiência na infraestrutura escolar e evasão. Evento foi realizado na Unila. – Foto: Osmarina de Oliveira
Conforme o documento, a educação deixou de ser “lugar” prazeroso, transformando-se em “espaço” de trauma e medo. Em algumas terras indígenas não há escola, e crianças a partir dos 4 anos precisam estudar em instituições não indígenas. “São monolíngues em guarani e passam brutalmente a ser alfabetizadas em português”, aponta o manifesto.
Rezas e cantos fizeram parte da programação. – Foto: Osmarina de Oliveira
Professores criticaram terceirização da educação. – Foto: Osmarina de Oliveira
O documento será enviado ao Ministério da Educação (MEC) e ao Governo do Estado do Paraná. Esse foi o terceiro encontro de professores indígenas. Os dois primeiros foram realizados na comunidade Tekoha Ocoí, em São Miguel do Iguaçu, em 2022 e 2023.
Participaram do evento professores Avá-Guarani de terras indígenas do Oeste do Paraná e da região do Rio do Areia, no Sudoeste, além de, representantes da Defensoria Pública do Paraná e da Unila, incluindo a reitora Diana Pereira Araújo. Rezas e cantos fizeram parte da programação do encontro, mantendo a tradição dos indígenas.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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