Já se perguntou o que é arte rupestre, do que são feitas as tintas usadas nas pinturas rupestres ou o que significa o termo AP? O livro em formato de história em quadrinhos Vamos falar sobre arte rupestre? apresenta esses registros de forma lúdica e objetiva. A obra, lançada pelas arqueólogas Marilia Perazzo, pesquisadora do Museu de […]
Já se perguntou o que é arte rupestre, do que são feitas as tintas usadas nas pinturas rupestres ou o que significa o termo AP? O livro em formato de história em quadrinhos Vamos falar sobre arte rupestre? apresenta esses registros de forma lúdica e objetiva. A obra, lançada pelas arqueólogas Marilia Perazzo, pesquisadora do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP, e Daniela Cisneiros, docente do Departamento de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), combina ciência e entretenimento e está disponível neste link. Recém-lançado, o livro já integra a grade curricular de instituições de ensino fundamental em Recife e São Paulo.
Obra combina linguagem verbal e visual para apresentar a arte rupestre de forma lúdica – Foto: Reprodução/Livro Vamos falar sobre arte rupestre?
O livro conta a história do grupo de estudantes Luna, Tito, Kika, Gab e Pedro, que percorrem sítios arqueológicos do Estado de São Paulo em busca de conhecimento sobre arte rupestre. Acompanhadas pela professora Rita e pela arqueóloga Carol, as crianças visitam locais como a Pedra do Dioguinho, em Ribeirão Bonito; os sítios Gruta do Índio e Abrigo do Alvo, em Analândia; o Sítio Clemente, em Pedregulho; e o Sítio Arqueológico Gruta Colorida, no Parque Estadual de Intervales, em Ribeirão Grande, reconhecido pela Unesco, em 1999, como patrimônio mundial natural. A turma também conta com a presença do cachorrinho Miguelito, da coautora Daniela, que participou das pesquisas das autoras em Pernambuco e na Serra da Capivara.
O livro explica diversos conceitos da arte rupestre, por exemplo, os zoomorfos – Foto: Reprodução/Livro Vamos falar sobre arte rupestre?
O material é direcionado a crianças de 8 a 14 anos, público que, de acordo com Marilia, vive em um imaginário distante da realidade prática. Ela informa que esses jovens são “frequentemente influenciados por representações distorcidas que associam a profissão a dinossauros, múmias e busca por tesouros”, problema que percebeu enquanto lecionava em oficinas para esse público-alvo. “Partimos dos questionamentos que mais ouvíamos dos alunos, cruzando-os com conceitos da arqueologia”, afirma a autora. Levando isso em conta, a história é ambientada na escola, adotando a dinâmica de perguntas e respostas que acontece em sala de aula. A proposta teve como objetivo simplificar o assunto, preservando o caráter instigante da aventura científica de conhecer o que está oculto debaixo do solo.
As autoras: Marilia Perazzo e Daniela Cisneiros – Foto: Arquivos pessoais
Mas por que as autoras escolheram o formato em quadrinhos? Marilia explica que a decisão levou em conta uma linguagem híbrida, que combina elementos verbais e visuais de forma lúdica e capaz de engajar o público infantojuvenil. “Abordar um tema complexo como a arqueologia por meio das HQs simplifica o conteúdo e o aproxima da realidade dos estudantes. É um formato que une ciência e entretenimento, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento da leitura, da criatividade e da interpretação integrada de textos e imagens”, explica.
Para ilustrar o livro, Jean Galvão conta que desenvolveu os desenhos a partir de referências como fotografias, localização dos sítios arqueológicos, artefatos e as próprias pinturas rupestres enviadas pelas autoras. O processo também contou com a participação ativa de crianças: segundo Marilia, os protótipos foram apresentados a um grupo de estudantes de 8 a 14 anos para validar a linguagem utilizada na obra. “Com base nos apontamentos feitos, realizamos as revisões necessárias no texto”, afirma.
Linguagem de HQ adaptada para estimular o conhecimento científico. – Imagem: reprodução
Além de Vamos falar sobre arte rupestre?, as autoras também lançaram Vamos falar sobre arqueologia?, obras que já integram a grade curricular de instituições de ensino. Agora, elas preparam um terceiro livro, dedicado ao Patrimônio. Segundo Marilia, essa etapa já fazia parte do planejamento inicial do projeto. A nova publicação abordará os principais conceitos relacionados ao patrimônio, seus diferentes tipos e a importância de sua preservação.
Capas dos livros Vamos falar sobre Arqueologia? e Vamos falar sobre Arte Rupestre? – Fotos: Divulgação
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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