Texto publicado na Revista Escrita nº 6. (não) pertencer I finalmente, não sou mais hoje eu piso e consigo sentir meus pés no frio do chão. estou rodeada de antigos objetos que não reconheço mais, e quando vejo o vermelho em minhas mãos consigo perceber a minha sede que há tempos havia se perdido… posso […]
(não) pertencer
I
finalmente, não sou mais
estou rodeada de antigos objetos que não reconheço mais, e quando vejo o vermelho em minhas mãos
consigo perceber a minha sede que há tempos havia se perdido…
posso mapear outros corpos encontrar as rasuras alheias pintar os meus rabiscos
com toda a leveza que eu me quero: como é bom escolher de quem ser, finalmente.
II
Queres ouvir qual o meu acalanto? saber, que tens na minha ausência, a minha presença.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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