– Uma crônica de Cynthia Lopes – SEGUNDA, 8 DE JANEIRO DE 2018 Hoje cheguei arrasada no trabalho. Voltei da minha semana preciosa de recesso, de uma preciosa semana de liberdade, sem poderoso chefão, sem chefete e quando chego no meu local de trabalho: o caos está instalado! Pilhas e pilhas de caixas espalhadas pelo […]
SEGUNDA, 8 DE JANEIRO DE 2018 Hoje cheguei arrasada no trabalho. Voltei da minha semana preciosa de recesso, de uma preciosa semana de liberdade, sem poderoso chefão, sem chefete e quando chego no meu local de trabalho: o caos está instalado! Pilhas e pilhas de caixas espalhadas pelo salão porque ninguém orientou a pessoa a colocar as caixas empilhadas em local melhor ou, mais conveniente. Explodi… tá bom, eu deveria ser mais flexível e compreender que tudo é assim mesmo e ir levando o barco para a margem segura. É que eu ainda me importo com não sei o quê. De qualquer forma, agora depois do almoço e do incenso, eu me pergunto: o que será que dá para salvar deste dia? Aí me lembrei do homem do metrô (sempre o metrô!) e o seu disco voador. Eu explico: estava vindo trabalhar como sempre de metrô quando observei um rapaz, sentar no meio do vagão em sua mochila. Não sem antes tirar dela um objeto não identificado, pelo menos por mim. O rapaz sentado na mochila começa a montar o objeto composto de duas partes: dois enormes pratos largos e grandes, no feitio de um disco voador, desses que a gente vê nos desenhos animados e começou a tocar. Do disco voador surgiu um som totalmente inesperado e sutil que encheu o vagão de musicalidade e me fez sorrir. É claro que não só a mim! Pois bem, eu recupero pra vocês esta sonoridade gostosa e diferente esperando que todos tenham a mesma sensação que eu e que possamos esquecer um pouco de que hoje ainda é segunda-feira.
___________________________________ Cynthia Lopes é poeta e servidora pública federal na cidade do Rio de Janeiro, RJ
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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