– Uma crônica de Cynthia Lopes – Eu adoro o metrô. No metrô descubro coisas novas e observo pessoas! Todo escritor adora observar pessoas… chega a ser chato. E hoje, nesta minha atividade diária, apesar de ser muitíssimo avoada, não pude deixar de notar o senhor de cabelos grisalhos e longos que se esforçava […]
Eu adoro o metrô. No metrô descubro coisas novas e observo pessoas! Todo escritor adora observar pessoas… chega a ser chato. E hoje, nesta minha atividade diária, apesar de ser muitíssimo avoada, não pude deixar de notar o senhor de cabelos grisalhos e longos que se esforçava (devia ser leonino), para mostrar suas madeixas invejáveis, para os moços já calvos, os carecas assumidos, as mulheres que ali estavam e pra quem mais quisessem ver. Os cabelos abaixo dos ombros eram lisos e fartos e bem grisalhos e muito bem cuidados. O cara estava sempre balançando a cabeleira num cacoete hilário que, a princípio me fez lembrar um daqueles comerciais de shampoo, mas logo depois me fez lembrar de algo mais engraçado ainda, e não teve jeito, tive que soltar uma gargalhada.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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