1 (ou 2) De vez em quando me dou conta de que o céu nunca está igual. Nem na cor, nem nas nuvens. E a cada vez que olho pra cima mesmo em diferentes horas do dia A sensação que me dá É esse alívio no peito De conseguir enxergar Nos dias de outra cor […]
1 (ou 2)
De vez em quando me dou conta de que o céu nunca está igual.
Nem na cor, nem nas nuvens.
E a cada vez que olho pra cima mesmo em diferentes horas do dia
Nos dias de outra cor Aqueles menos cristalinos É saber que até mesmo o céu fica confuso.
E mesmo assim não se perde na incumbência De existir
O dia passa Mas o relógio não vê O tempo do seu marcador É diferente do meu
A sensibilidade de admirar Só depende de quem vê. .
Fotografias de Maria Eugênia Miskalo
2 (ou 1)
Que estranho Tudo parecia tanto E nada Do mesmo tamanho?
Qual sentido Não parecia certo Estar errando por outro caminho?
Que profundo O raso olhado de longe Parece imenso Mesmo num só buraquinho
Que carrega Esse olhar É um peso de pena Ou peso de pedra?
Mesmo num mundo tão mudo Todos querem gritar Esse estranho sentido profundo Que carrega o seu olhar
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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