Nos cinemas, a partir do dia 27. A obra, de 1983, trata do futebol feminino no Brasil, comportamento e sexualidade em um contexto de repressão. Enquanto passa por uma bem-sucedida trajetória em festivais, incluindo o prestigiado Festival de Locarno e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, “Onda Nova” – filme de 1983 dirigido por […]
Enquanto passa por uma bem-sucedida trajetória em festivais, incluindo o prestigiado Festival de Locarno e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, “Onda Nova” – filme de 1983 dirigido por Ícaro Martins e José Antonio Garcia – chegará ao circuito comercial brasileiro no dia 27 de março. Restaurado e remasterizado em 4K, o longa será relançado numa codistribuição entre Vitrine Filmes e Tanto Filmes, oferecendo ao público a chance de redescobrir uma obra que desafiou a censura da ditadura militar e, quatro décadas depois, segue pulsante e provocadora.
Dirigido por Ícaro (Francisco) Martins e José Antonio Garcia, o longa é o segundo de uma trilogia premiada, que também inclui O Olho Mágico do Amor (1981) e Estrela Nua (1985). A trama de Onda Nova acompanha as jogadoras do fictício Gayvotas Futebol Clube, um time formado no ano em que o futebol feminino foi regulamentado no Brasil após 40 anos de proibição. O filme, produzido na chamada “Boca do Lixo”, mescla comédia erótica e crítica social, abordando o desejo e a sexualidade em um contexto de repressão durante a ditadura militar.
A obra, que foi censurada logo após sua primeira exibição na Mostra de 1983, só pôde ser lançada no ano seguinte, prejudicando sua carreira comercial. Entre as protagonistas, estão Carla Camurati e Cristina Mutarelli, acompanhadas por participações especiais de ícones que marcaram a época, como Regina Casé, Caetano Veloso e o locutor Osmar Santos. No gramado, as jogadoras também recebem o apoio de nomes históricos do futebol brasileiro, como Casagrande e Wladimir – expoentes da Democracia Corintiana.
A restauração do filme, impulsionada por sua seleção para o Festival de Locarno, envolveu a recriação do trailer e do cartaz, bem como a digitalização dos negativos originais. A nova identidade visual foi criada por Helena Garcia, filha de José Antonio, e o trailer por Marina Kosa, com apoio da Cinemateca e parcerias que visaram preservar essa importante obra do cinema brasileiro.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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