Faleceu nesta terça-feira (15/09), aos 85 anos, o cineasta de documentarista chileno Patricio Guzmán, em hospital de Paris, na França, onde morou em seus últimos anos de vida. Com longa carreira marcada pela investigação da memória história do Chile, Guzmán é reconhecido, principalmente, pela que é considerada a mais importante série de documentários já feita sobre […]
Faleceu nesta terça-feira (15/09), aos 85 anos, o cineasta de documentarista chileno Patricio Guzmán, em hospital de Paris, na França, onde morou em seus últimos anos de vida.
Com longa carreira marcada pela investigação da memória história do Chile, Guzmán é reconhecido, principalmente, pela que é considerada a mais importante série de documentários já feita sobre um golpe de Estado na América Latina.
Cineasta foi responsável por obras como ‘Nostalgia da Luz’ e pela trilogia ‘A Batalha do Chile’, sobre acontecimentos antes e depois do golpe contra Allende em 1973 – Foto: divulgação
A série A Batalha do Chile registra os acontecimentos no país antes e durante o golpe de Estado contra o presidente Salvador Allende, em setembro de 1973, que resultou no início da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
O trabalho do cineasta acompanhou as transformações promovidas pelo governo socialista da Unidade Popular, a reação da burguesia chilena às transformações ocorridas no país e também os primeiros dias do próprio golpe de Estado.
A obra teve que ser finalizada fora do Chile, devido a perseguição imposta pela ditadura de Pinochet contra opositores, e foi dividida em três filmes: A Insurreição da Burguesia (1975), O Golpe de Estado (1976) e O Poder Popular (1979).
Acesse, aqui: . A Batalha do Chile Parte I – A Insurreição da Burguesia . A Batalha do Chile Parte II – O Golpe de Estado . A Batalha do Chile Parte III – O Poder Popular
Após mais de dez anos no exílio, período em que viveu na Espanha e na França, Patricio Guzmán voltou ao Chile e realizou outros documentários de grande sucesso mundial, como Nostalgia da Luz (2010), O Botão de Pérola (2015), A Cordilheira dos Sonhos (2019) e Meu País Imaginário (2022).
Ao longo da carreira, o documentarista venceu mais de 40 prêmios internacionais de cinema, em mais de 25 festivais diferentes.
Entre suas principais honrarias se destacam o Urso de Prata do Festival de Berlim por O Botão de Pérola, o Olhar de Ouro do Festival de Cannes por A Cordilheira dos Sonhos, e o Goya de Melhor Filme Ibero-americano com Meu País Imaginário.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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