Prosa poética publicada na revista Escrita, edição 27. . . Pense em mim como mais uma de tuas férias, pense-me como uma ausência ou uma distância, não como uma pata quebrada, uma mão atravessada à bala. Procure uma grande água para me atravessar. Mas olhe pros dois lados antes de atravessar. Procure o sentido poético […]
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Pense em mim como mais uma de tuas férias, pense-me como uma ausência ou uma distância, não como uma pata quebrada, uma mão atravessada à bala. Procure uma grande água para me atravessar. Mas olhe pros dois lados antes de atravessar. Procure o sentido poético de cada banalidade para seguir em frente, pulando pedras, ignorando peixes mortos, sabendo que adiante se estende a planície. E, depois de atravessá-la a galopes firmes, acabará por me ver, como mais uma de tuas férias.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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