O poema foi publicado originalmente na seção “Lugar de Fala’, da revista Cult, em abril de 2020. . Do lado de fora, a peste que impera Lado de dentro, a espera Tempo sem contato, sem tato Dias de imprevisão, de reflexão Há temor, há dor, há amor, há adaptação Tem os pensantes, tem os ignorantes […]
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Do lado de fora, a peste que impera Lado de dentro, a espera
Há temor, há dor, há amor, há adaptação Tem os pensantes, tem os ignorantes Os que lutam nos hospitais, nos leitos limitados Médicos, enfermeiros e doentes afetados
Em algum lugar alguém tá doando uma cesta básica Em outro uma voz amiga mandando uma mensagem de passagem Há os indiferentes, há os solidários e os solitários
Tempo de ler, ver um filme, escrever Para a quarentena, serenidade e mente plena Para as noites no lar, o poema.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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