Organizado pela produtora A|Borda, de BH, Prêmio Maria Firmina aceita obras publicadas e inéditas de todo país Com o objetivo de combater o “epistemicídio”, a Casa de cultura e a produtora cultural “A|Borda” lança o Prêmio Maria Firmina de Literatura. O período de inscrição vai até 20 de agosto e podem se inscrever obras publicadas […]
Com o objetivo de combater o “epistemicídio”, a Casa de cultura e a produtora cultural “A|Borda” lança o Prêmio Maria Firmina de Literatura. O período de inscrição vai até 20 de agosto e podem se inscrever obras publicadas entre janeiro de 2018 e dezembro de 2020 (categorias ficção, não-ficção e poesia) ou inéditas.
O projeto toca em um ponto de urgente debate: o epistemicídio. Termo cunhado pela filósofa Sueli Carneiro, significa a negação aos negros da condição de sujeitos de conhecimento. “Por meio da desvalorização, negação ou ocultamento das contribuições do Continente Africano e da diáspora africana ao patrimônio cultural da humanidade”, afirma a filósofa em sua tese de doutorado.
Os organizadores do prêmio analisam que a falta de negras e negros no meio literário não é sinônimo da sua não existência, mas sim de um apagamento e silenciamento histórico. Assim, a sociedade demanda por projetos que prestigiem, valorizem e propaguem a produção literária e intelectual de figuras negras, como aponta a idealizadora Karine Bassi.
“Este prêmio, enfim, se torna um caminho de fortalecimento das raízes ancestrais e preza pela afirmação da identidade, não significa apenas uma manobra reparativa, mas sim, uma ferramenta de luta política e social de expressivo valor”, explica Bassi.
As inscrições para o Prêmio Maria Firmina de Literatura estão abertas até 20 de agosto, e podem ser feitas pelo site da organização do evento. Cada primeira(o) colocada(o) receberá uma premiação em dinheiro e terá sua biografia divulgada através de cerimônia na Festa Literária das Periferias (FLUP).
A Casa de cultura e produtora Cultural “A|Borda”, que organiza o prêmio, nasceu na região do Barreiro, periferia de Belo Horizonte (MG), criada a partir de atividades sociais e culturais desenvolvidas com o Coletivoz. Trabalha para a valorização e distribuição da cultura local, incidindo para alavancar as diversas artes das periferias e pequenas ocupações urbanas.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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