Sons entre rios! Vivemos em uma das fronteiras mais intensas da América Latina. Cruzamos países em poucos minutos, ouvimos diferentes idiomas e compartilhamos o mesmo território. Ainda assim, conhecemos muito pouco das expressões culturais que florescem nesta região e se manifestam, ao nosso lado, todos os dias.Clique aqui e receba notícias no seu WhatsApp O […]
Sons entre rios!
Vivemos em uma das fronteiras mais intensas da América Latina. Cruzamos países em poucos minutos, ouvimos diferentes idiomas e compartilhamos o mesmo território. Ainda assim, conhecemos muito pouco das expressões culturais que florescem nesta região e se manifestam, ao nosso lado, todos os dias.
O Sudacas Bar convida você para a última imersão do Raízes Vivas: uma noite dedicada à polca paraguaia e à guarânia, manifestações que nasceram de um território onde povos, línguas e tradições sempre estiveram em movimento.
Muito mais do que expressões nacionais, elas fazem parte de uma história compartilhada pela Bacia do Prata. Da tradição da polca paraguaia nasceu, em 1925, a guarânia, criada por José Asunción Flores, que deu forma musical à sensibilidade, à poesia e à memória de um povo. Em 2024, a guarânia foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, por preservar e projetar a língua guarani, a memória coletiva e uma das mais importantes heranças culturais da América Latina.
Essas sonoridades atravessaram rios e fronteiras, influenciaram o chamamé argentino, dialogaram com o rasqueado sul-mato-grossense e revelam que a cultura continua fluindo onde os mapas insistem em separar.
Na última noite do Raízes Vivas, seus organizadores querem celebrar uma música que nos convida a escutar a fronteira como território vivo. “Porque reconhecer que as raízes estão vivas é reconhecer que elas não pertencem apenas ao passado: elas somos nós — entre bandeiras, povos e ancestralidades.”, defendem.
O espetáculo está marcado para quarta-feira (05), a partir das 20 horas, com entrada franca. Que a música nos reúna e aproxime, ternamente, as margens de um mesmo território chamado América Latina.
Apresentação musical:
Orlando Martinez — violão Élvir Barreto — acordeon Ruth Valdez — voz Malen Lopez — harpa paraguaia
05 de agosto de 2026, quarta-feira A partir das 20h Sudacas Bar Entrada franca
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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