Um poema de Diana Araujo Pereira Atualmente tenho poucas certezas e ainda menos vontade de me preocupar com elas. Ando me balançando nas nuvens que vejo do meu quarto ando escorregando pelas frestas entre a janela e a porta. Aqui confinada, encaixada, esforço-me a cada manhã para não acabar o dia petrificada esforço-me a cada […]
Atualmente tenho poucas certezas e ainda menos vontade de me preocupar com elas.
Ando me balançando nas nuvens
Aqui confinada, encaixada, esforço-me a cada manhã para não acabar o dia petrificada esforço-me a cada instante para recordar que a vida é fluxo e que é preciso fluir.
Entre estar presa em casa neste corpo neste mundo prefiro escorrer pelas brechas pegando carona no vento e me recompondo no sonho.
Mas também sinto que entre a mente e o coração há caminhos ainda não descobertos há aventura e diversão.
Quando menos espero me pego vagando por estes sendeiros de mim improvisando rotas e navegando nos mares da minha solidão.
Neste momento de medo e angústia mais vale a minha própria bússola mais vale contar com a argúcia do jogo que a vida me joga do jogo que eu jogo com a vida.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
Assine as notícias da Guatá e receba atualizações diárias.