Letra e música numa parceria de Fernando Brandt e Milton Nascimento. . . Lá vem a força, lá vem a magia Que me incendeia o corpo de alegria Lá vem a santa maldita euforia Que me alucina, me joga e me rodopia Lá vem o canto, o berro de fera Lá vem a voz de […]
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Lá vem a força, lá vem a magia Que me incendeia o corpo de alegria
Lá vem o canto, o berro de fera Lá vem a voz de qualquer primavera Lá vem a unha rasgando a garganta A fome, a fúria, o sangue que já se levanta
De onde vem essa coisa tão minha Que me aquece e me faz carinho? De onde vem essa coisa tão crua Que me acorda e me põe no meio da rua?
É um lamento, um canto mais puro Que me ilumina a casa escura É minha força, é nossa energia Que vem de longe prá nos fazer companhia
É Clementina cantando bonito As aventuras do seu povo aflito É Seu Francisco, boné e cachimbo Me ensinando que a luta é mesmo comigo
Todas Marias, Maria Dominga Atraca Vilma e Tia Hercília É Monsueto e é Grande Otelo Atraca, atraca que o Naná vem chegando
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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