Trata-se do sistema MAPi, que utiliza mapeamento comunitário digital como ferramenta pedagógica no contexto do ensino fundamental e médio. Como parte do 27º Encontro USP Escola 2026, que é voltado a professores dos ensinos fundamental e médio, o Centro de Estudos da Metrópole (CEM) ofereceu um curso gratuito sobre o sistema MAPi: Tecnologia Social de […]
Trata-se do sistema MAPi, que utiliza mapeamento comunitário digital como ferramenta pedagógica no contexto do ensino fundamental e médio.
Como parte do 27º Encontro USP Escola 2026, que é voltado a professores dos ensinos fundamental e médio, o Centro de Estudos da Metrópole (CEM) ofereceu um curso gratuito sobre o sistema MAPi: Tecnologia Social de Mapeamento Comunitário, que utiliza mapeamento comunitário digital como ferramenta pedagógica. O evento, entre os dias 12 e 16 de janeiro, acontece anualmente.
Kauê Oliveira Almeida (esq.), pesquisador do CEM da USP, coordenador e desenvolvedor do sistema MAPi, conta os objetivos do programa. “O sistema disponibiliza o acesso a bases cartográficas e à visualização direto pelo navegador da web, com o intuito de os professores criarem mapas temáticos na sala de aula. Eles podem elaborar mapas para tratar de assuntos como concentração de renda/populacional, segregação urbana na cidade de São Paulo e também conceitos matemáticos relacionados à criação dessas ferramentas.”
“A gente vem desenvolvendo esse programa com o intuito de ser o mais fácil possível para ser usado nos contextos escolares. A ideia é que você não precise de nenhum conhecimento técnico especializado prévio para utilizar do sistema e, para isso, estamos desenvolvendo materiais para ajudar durante a navegação”, adiciona o pesquisador.
Almeida comenta que o MAPi passou por uma grande evolução no último ano, ampliando as funções e as ferramentas que podem ser utilizadas nas criações. “Além de ser possível visualizar mapas com temas preestabelecidos, agora também é possível estabelecer e qualificar as próprias marcações e legendas no espaço. Outras duas temáticas que estamos trabalhando são: a oferta de alimentos, para os alunos terem uma melhor noção onde estão localizadas as comidas saudáveis e as ultraprocessadas, e as emergências climáticas, em que podem ser demarcados locais suscetíveis a inundações e deslizamentos de terra, por exemplo.”
O sistema não funciona apenas como uma plataforma de conhecimento, é uma via de mão dupla, que também atua na formação de uma visão crítica dos alunos, futuros cidadãos, trabalhando questões essenciais como aspectos educacionais, climáticos, socioeconômicos e vários outros. “É criar situações de aprendizagem do currículo escolar, mas também com essa preocupação em desnaturalizar questões urbanas que possam passar despercebidas por eles. A plataforma, tanto a versão antiga quanto a nova, pode ser acessada através de um link no site do Centro de Estudos da Metrópole, no menu superior dentro da aba de sistemas interativos”, finaliza o desenvolvedor.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
Assine as notícias da Guatá e receba atualizações diárias.