– Um poema de Letícia Scheidt. Uma fotografia de Carol Lopes. – RETÓRICA Não me apresses. O pensamento tem sua cadência quase autônoma. Metabólica. Desorienta-te. Tua existência segue o fluxo feito folha na corrente. Estrambólica. Chega devagar mas faminta. Há espaço na mala para mais intimidade. Simbólica. Observa a contenção dos corpos. A pele […]
RETÓRICA
Não me apresses.
Desorienta-te. Tua existência segue o fluxo feito folha na corrente. Estrambólica.
Chega devagar mas faminta. Há espaço na mala para mais intimidade. Simbólica.
Observa a contenção dos corpos. A pele reúne uma dose de narrativa inquieta. Diabólica.
Beija a minha pálpebra. Fecha os olhos e segue os contornos da paisagem. Hiperbólica.
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Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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