Encerrou-se no dia 16, na comunidade Tekoha Añetete, em Diamante D’Oeste, a 20ª edição da Semana Cultural Indígena Guarani. O evento, realizado anualmente, costuma atrair a participação de escolas de todo o Oeste do Paraná. Em três dias de programação, foram mais de 7 mil visitantes. Os estudantes têm a oportunidade de conhecer de perto […]
Encerrou-se no dia 16, na comunidade Tekoha Añetete, em Diamante D’Oeste, a 20ª edição da Semana Cultural Indígena Guarani. O evento, realizado anualmente, costuma atrair a participação de escolas de todo o Oeste do Paraná. Em três dias de programação, foram mais de 7 mil visitantes. Os estudantes têm a oportunidade de conhecer de perto a cultura, as tradições e os costumes dos Ava Guarani, etnia que está presente na região da fronteira trinacional há pelo menos 5 mil anos.
O município de Diamante D’Oeste abriga duas comunidades indígenas vizinhas (Añetete e Itamarã), que se revezam todos os anos para sediar a Semana Cultural. Porém, ambas se envolvem diretamente na organização das atividades, o que faz desse evento um marco no calendário das 180 famílias que ali vivem.
Evento realizado anualmente em Diamante D’Oeste, aproxima não indígenas da realidade dos Ava Guarani – Fotos: William Brisida/Itaipu Binacional.
. “A gente fica muito feliz que as pessoas venham conhecer a nossa aldeia, a nossa realidade”, conta o cacique da Tekoha Itamarã, Cipriano Alves. “É um momento de festa na comunidade.”
Para a professora Jociane Martins Pedroso, de Cascavel, essa interação é fundamental para que os alunos não indígenas conheçam mais sobre os Guarani e sua importância para a história do País e da região. Esta é a segunda vez que ela participa da Semana Cultural, acompanhando 75 alunos.
“Quando eles vêm aqui, eles veem como os indígenas se expressam, como construíram suas comunidades”, afirma Jociane, que é coordenadora de prática de formação do Colégio Estadual Wilson Jofre, nas disciplinas de Desenvolvimento Humano e Metodologia da Arte.
“O grande ganho educacional é justamente essa interação, essa troca de saberes, com uma cultura ancestral de milhares de anos. É a oportunidade que esses estudantes não indígenas têm de colocar o pé numa aldeia”, acrescenta o diretor do Colégio Kuaa Mbo’e, Jairo César Bortolini.
Além do intercâmbio cultural, a Semana é uma oportunidade para promover a superação de preconceitos, na opinião do gestor da Itaipu para as ações junto às comunidades indígenas, Paulo Porto. “E como você combate o preconceito? Dando visibilidade, apresentando essa riqueza cultural que são os Guarani. É uma semana em que eles abrem a comunidade de maneira acolhedora e respeitosa”, afirma.
Guatá significa caminhar na língua guarani. E nos nomeamos assim porque é este o verbo mais apropriado para distinguir o esforço humano na procura de conhecer a força das próprias pernas conjugada ao equilíbrio de tatear o tempo e o espaço.
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