Do Brasil de Fato (Publicado em 24 de julho de 2025) Subiu para 115 o número de pessoas mortas por fome e desnutrição na Faixa de Gaza desde o início da guerra, segundo informou o Ministério da Saúde do território naa quarta-feira (23). Apenas nas últimas 24 horas, mais dois óbitos foram registrados.
As mortes ocorrem em meio ao cerco imposto por Israel, que impede a entrada regular de ajuda humanitária, inclusive alimentos e medicamentos. A política tem sido classificada como uma estratégia deliberada de “fome em massa” por diferentes organizações e agências internacionais.
A situação levou o comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (Unrwa), Philippe Lazzarini, a relatar o colapso do sistema humanitário. Segundo ele, há trabalhadores da saúde desmaiando de fome nos postos de atendimento e vivendo com uma única refeição por dia, quando disponível. “As pessoas em Gaza não estão nem mortas, nem vivas, são cadáveres ambulantes”, disse, citando o relato de um funcionário da agência no enclave.
Desde outubro de 2023 os ataques israelenses já mataram ao menos 59.587 palestinos e deixaram 143.498 feridos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
Na quarta-feira (23), mais de 100 organizações humanitárias e de direitos humanos divulgaram um apelo exigindo ações concretas dos governos internacionais para romper o cerco e permitir o fornecimento de suprimentos à população.
Israel, por sua vez, retirou sua equipe de negociações de cessar-fogo para consultas internas após o Hamas apresentar novas condições. A resposta do grupo palestino inclui propostas sobre entrada de ajuda, retirada de tropas israelenses e garantias para o fim permanente do conflito.
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